Diferentes mecanismos são empregados para promover a relação...
I- O verbo “posso” e o pronome oblíquo “me” são formas dêiticas que se referem ao emissor/locutor Antônio da Conceição.
II- O advérbio relativo “onde” é uma forma referencial anafórica que recupera o sintagma “no Méier.”
III- O verbo “carregamos” é uma forma referencial dêitica que faz referência genérica a todos os cidadãos, incluindo o falante/locutor – Antônio da Conceição.
IV- O pronome demonstrativo “esta” é uma forma referencial catafórica que integra um sintagma nominal, fazendo remissão ao sintagma “a rua José Bonifácio”.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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GAB.A
I. ERRADA
O verbo "posso" e o pronome "-me" referem-se ao narrador/locutor do texto (quem está relatando a história do falecido), e não ao próprio Antônio da Conceição. O texto diz: "Antônio da Conceição [...] mandou-me a carta". Quem escreve "mandou-me" é o narrador que recebeu a carta.
II. CERTA
O advérbio relativo "onde" funciona como um elemento anafórico, pois recupera um termo mencionado anteriormente na frase para indicar lugar. No contexto, ele retoma o local onde o personagem residia e morreu: "no Méier".
III. CERTA
O verbo "carregamos" (1ª pessoa do plural) funciona como uma dêixis pessoal inclusiva. Ele faz uma referência genérica que engloba o locutor (neste trecho, as aspas indicam a fala de Antônio na carta) e a coletividade (as pessoas em geral). É uma reflexão existencial sobre a condição humana.
IV. ERRADA
O pronome demonstrativo "esta" está recuperando o termo "Rua José Bonifácio", que já foi mencionado no parágrafo anterior. Portanto, ele é uma forma anafórica (retoma o que já passou) e não catafórica (que anteciparia algo que ainda vai ser dito).
Anáfora = retoma algo anterior
Catáfora = antecipa algo que ainda vai aparecer
Advérbios relativos:
onde → lugar
quando → tempo
como → modo
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