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Q3512054 Medicina
Homem jovem de 25 anos procura o serviço de saúde por causa de teste rápido positivo para hepatite B (HBsAg +) e HIV positivo. Apresenta títulos de CD4 inferiores a 350 células/mm³ e carga viral elevada para o HBV-DNA (> 3.000.000 UI/ml). Iniciou terapia antirretroviral com lamivudina, tenofovir e Kaletra (lopinavir). Passados 12 meses, encontra-se bem, com carga viral indetectável tanto do HIV quanto do HBV-DNA. Cerca de 10 anos depois, permanece em uso de terapia antirretroviral com o mesmo esquema, mas começa a apresentar elevação de creatinina e redução do clearence de creatinina (< 50 ml/min).
Para o manuseio da disfunção renal, a opção mais adequada é:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo do tratamento antiviral para hepatite B em paciente com coinfecção por HIV e disfunção renal. Conhecer as alternativas seguras diante da nefrotoxicidade do tenofovir disoproxil fumarato (TDF) é fundamental para o cuidado do paciente crônico e imunossuprimido.

Justificativa da alternativa correta (C): O paciente apresenta clara disfunção renal após uso de longa data do TDF, fármaco reconhecidamente nefrotóxico. Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B e Coinfecções – Ministério da Saúde (2023), “O tenofovir alafenamida (TAF) [...] representa uma segunda possibilidade de tratamento alternativo para hepatite B, reservado para situações específicas quando o uso de TDF ou ETV não for possível.” Evidências mostram menor toxicidade renal e óssea do TAF devido à sua melhor entrega intracelular e menores níveis sistêmicos, beneficiando pacientes como este.

Análise das alternativas incorretas:

A) Adefovir não é recomendado, por ser também nefrotóxico e menos eficaz para o controle do HBV.

B) Entecavir não deve ser usado em coinfecção HIV/HBV com exposição prévia à lamivudina, pelo risco de resistência cruzada e escape virológico.

D) Telbivudina está fora das recomendações atuais pelas altas taxas de resistência e eficácia inferior.

E) Manter o TDF agrava o risco de progressão da injúria renal e não é conduta segura.

Dicas para prova: Fique atento a pegadinhas que sugerem substituição por fármacos de pior perfil de segurança (adefovir), troca por medicamentos não recomendados em coinfecção ou manutenção do esquema tóxico. A palavra-chave do caso foi disfunção renal e histórico de uso de lamivudina.

Resumo: O TAF é superior ao TDF na presença de dano renal, alinhado às diretrizes, promovendo eficácia antiviral segura a longo prazo.

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