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Q1862038 Medicina
Marta, 29 anos, gestante com IG: 12 semanas, apresenta VDRL: positivo. Ela relata aparecimento de lesão única, pouco dolorosa em região genital há 15 dias. Inicialmente era uma pápula de cor rósea, que evoluiu para um vermelho mais intenso e ulceração. No exame físico, o que chamou a atenção do médico foram as bordas endurecidas, que desciam suavemente até um fundo liso e limpo, recoberto por material seroso. Na palpação, observou reação ganglionar regional múltipla e bilateral, não supurativa. Qual a melhor conduta? 
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Tema central da questão: Sífilis primária em gestante – diagnóstico clínico e conduta segundo protocolos atualizados.

Análise clínica: A paciente apresenta cancro duro típico: lesão única, endurecida, indolor, de bordas regulares e fundo limpo, além de linfadenopatia bilateral não supurativa. Esse conjunto clínico é clássico da sífilis primária.

Justificativa da alternativa D (CORRETA):

No Brasil, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Sífilis do Ministério da Saúde, o tratamento da sífilis primária em gestantes deve ser feito com Penicilina G Benzatina, 2,4 milhões UI, intramuscular, dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo). Está explícito no protocolo: "A benzilpenicilina benzatina é o fármaco de escolha para o tratamento de sífilis, sendo o único medicamento com eficácia documentada durante a gestação."

É fundamental tratar o parceiro sexual e realizar seguimento mensal com VDRL durante toda a gestação, para prevenir reinfecção e transmissão vertical.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta porque não se deve aguardar confirmação para iniciar tratamento em gestantes sintomáticas ou com VDRL+; o parceiro deve, sim, ser investigado e tratado.

B) Doxiciclina é contraindicada na gestação devido ao risco de efeitos adversos ao feto. O tratamento de escolha é com penicilina.

C) Indica tratamento para sífilis latente (3 doses), porém a apresentação clínica é típica de sífilis primária (1 dose suficiente). Tratar em excesso não traz benefício nesta fase; pode indicar desconhecimento do estágio clínico.

E) Penicilina é adequada para sífilis, mas o termo “cancro mole” refere-se ao Haemophilus ducreyi, infecção que tem outro tratamento. O texto confunde etiologias.

Dicas para provas: Leia atentamente os detalhes clínicos: leito limpo/endurecido → sífilis primária; múltiplas/purulentas → cancro mole. Em gestantes, não adiar tratamento e preferir sempre a penicilina. Pegadinhas frequentemente aparecem ao intercambiar nomes de infecções ou doses/protocolos entre sífilis primária e latente.

Conclusão: A alternativa D está correta, pois segue rigorosamente o protocolo nacional, garantindo segurança materno-fetal. Atenção às indicações de tratamento em gestantes é diferencial em concursos!

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Comentários

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A melhor conduta neste caso é a alternativa D, que indica o uso da Penicilina G. Benzatina, 2,4 milhões UI, intramuscular, dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo). Isso porque a paciente apresenta lesões características de sífilis primária e o VDRL positivo confirma o diagnóstico. A conduta é tratar a sífilis com penicilina, que é o tratamento recomendado para todas as fases da doença. Também é importante tratar o parceiro sexual e fazer o seguimento com VDRL para avaliar a resposta ao tratamento. As outras alternativas não são adequadas para tratar a sífilis e podem levar a complicações para a paciente e para o parceiro.

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