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Q1685185 Medicina
Ao avaliar um recém-nascido na enfermaria da pediatria, o pediatra solicita sua avaliação devido dor e ausência de movimento nas mãos em Membro superior direito do paciente, com reflexo de Moro presente e reflexo de preensão ausente. Com essa descrição, estamos diante de uma Paralisia Obstétrica chamada:
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Tema central: A questão aborda paralisia obstétrica do plexo braquial em recém-nascidos, exigindo diferenciar os padrões clínicos das principais síndromes traumáticas do plexo após o parto.

Justificativa da alternativa correta (C – Paralisia de Klumpke):

No caso apresentado, o recém-nascido apresenta ausência de movimento nas mãos e reflexo de preensão ausente, porém com reflexo de Moro preservado. Segundo o Manual MSD: “O reflexo de preensão normalmente está ausente, mas o reflexo do bíceps está presente. Frequentemente, as fibras simpáticas da T1 estão envolvidas [...]”.

Paralisia de Klumpke decorre da lesão das raízes C8-T1, afetando músculos flexores longos e intrínsecos da mão, resultando em “mão em garra”. O reflexo de preensão ausente diferencia essa síndrome das demais, pois a função dos flexores dos dedos está prejudicada. O reflexo de Moro permanece presente pois C5-C6 (responsáveis pelo ombro/braço) não estão afetados.

Além disso, pode aparecer a síndrome de Horner (ptose, miose, anidrose facial) se houver envolvimento de fibras simpáticas de T1.

Análise de alternativas incorretas:

A) Erb-Duchenne: Lesão de C5-C6, prejudica ombro e braço. O braço fica aduzido, rotado internamente, e o reflexo de Moro está ausente desse lado. O reflexo de preensão permanece presente, pois os músculos da mão não são acometidos.

B) Claude Bernard-Horner: Não é um tipo de paralisia obstétrica, mas uma síndrome por lesão simpática cervical. Pode estar associada à paralisia de Klumpke, mas não é causa primária de paralisia de mão.

D) Sunderland: Sunderland descreve graus de lesão nervosa, não uma síndrome clínica do plexo braquial neonatal.

Estratégias para a prova: Atente-se em provas para detalhes como reflexos preservados ou abolidos. Moro e preensão são dicas valiosas para diferenciar tipos de paralisia, tema frequente em concursos de ortopedia/neonatologia.

Referências: Manual MSD, UpToDate e obras clássicas como Nelson Tratado de Pediatria frisam: “lesão C8-T1 → preensão abolida, ombro/braço preservados”.

Resumo: A correta é C) Paralisia de Klumpke, por compatibilidade total dos achados clínicos com o quadro descrito.

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 A PBO é classificada de acordo com o nível da lesão. A paralisia de Erb é caracterizada pela lesão das raízes C5 e C6, acometendo os músculos do ombro, flexores de cotovelo e supinadores de antebraço. Nestes casos a criança mantém o membro acometido ao longo do corpo, ombro em adução e rotação medial, cotovelo em extensão e antebraço em pronação.19 A paralisia de Klumpke envolve a avulsão das raízes mais baixas C8-T1(C7 é envolvida ocasionalmente). Caracterizada por fraqueza de tríceps, de pronadores de antebraço e flexores de punho; mão em "garra" paralisada; com cotovelo e ombros conservados. A mobilidade preservada do ombro diferencia a paralisia de Klumpke; no entanto, os ferimentos mais baixos e isolados do plexo são raros se tratando de Paralisia braquial obstétrica. A Síndrome de Horner é caracterizada por ptose palpebral, miose, enoftalmia, anidrose e déficits sensoriais no lado afetado, também ocorrem em crianças com PBO sendo causada por lesão do nervo simpático cervical.16,20 A maioria das lesões do plexo de origem obstétrica envolve o tronco superior - a clássica Paralisia de Erb (C5, C6)17, sendo também comum ter o envolvimento da raiz média C7.18 A paralisia mista é o segundo tipo mais comum. Envolve o plexo inteiro (C5-T1), com total déficit sensorial e motor do membro superior lesado. A flexão dos dedos pode ser preservada em alguns casos. O membro se apresenta com arreflexia profunda, paralisado e ausência de sensibilidade. Lesões associadas: A lesão do plexo braquial ao nascimento pode vir associada à lesão do diafragma (C4). O movimento paradoxal do diafragma é confirmado quando o lado intacto do diafragma abaixa na expiração e o lado paralisado eleva na inspiração.

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