A relação entre o cirurgião-dentista e o Técnico em Prótese...

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Q3910122 Odontologia

A relação entre o cirurgião-dentista e o Técnico em Prótese Dentária (TPD) é regulamentada por normas éticas que visam garantir a rastreabilidade e a qualidade dos dispositivos entregues ao paciente. Certas condutas administrativas e técnicas entre o consultório e o laboratório são tipificadas como infrações para assegurar que a responsabilidade clínica não seja delegada a profissionais de suporte. Analise as afirmativas a seguir:



I. É vedado ao cirurgião-dentista permitir que o Técnico em Prótese Dentária (TPD) realize a tomada de cor ou qualquer tipo de ajuste clínico diretamente na boca do paciente, mesmo sob sua supervisão direta.


II. Constitui infração ética o envio de modelos de gesso ao laboratório sem a respectiva guia de serviço assinada e com as especificações técnicas detalhadas do trabalho a ser executado pelo profissional auxiliar técnico.


III. O cirurgião-dentista responde eticamente por eventuais danos causados ao paciente pelo laboratório de prótese, caso tenha sido ele o responsável pela escolha do estabelecimento e pela prescrição do serviço executado.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a separação ético-profissional entre ato clínico e atividade laboratorial: o TPD não pode intervir diretamente na boca do paciente, o trabalho protético deve seguir guia/prescrição formal com identificação e especificações técnicas, e a responsabilidade clínica do cirurgião-dentista não é transferida ao laboratório. Por isso, as três assertivas são verdadeiras e a alternativa correta é a B.

Tema central: Ética do TPD
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque exclui a assertiva I, que é verdadeira. O TPD não pode participar de tomada de cor ou ajuste diretamente na boca do paciente, pois isso invade a esfera do ato clínico odontológico.
B
Certa
A alternativa B é correta porque cada assertiva descreve uma exigência compatível com a normatização ética da relação entre consultório e laboratório. A I está certa ao vedar que o TPD realize ato clínico direto no paciente, inclusive ajustes em boca. A II está certa porque o envio de modelos ao laboratório depende de guia/prescrição assinada e com especificações técnicas, o que garante individualização do caso e rastreabilidade do serviço. A III também está certa, pois o cirurgião-dentista permanece eticamente პასუხისმგável pelo tratamento que prescreve e encaminha ao laboratório, não havendo transferência dessa responsabilidade ao estabelecimento executor.
C
Errada
Está errada porque desconsidera as assertivas II e III, que também são verdadeiras. A ausência de guia assinada e detalhada compromete a rastreabilidade do trabalho, e a responsabilidade ética do cirurgião-dentista não se afasta pelo fato de o serviço ter sido executado no laboratório.
D
Errada
Está errada porque exclui a assertiva III, que é verdadeira. Mesmo quando há falha do laboratório, o cirurgião-dentista continua eticamente vinculado ao serviço que escolheu e prescreveu, sem transferência integral da responsabilidade ao terceiro.
Pegadinha da questão
A banca tenta confundir supervisão com autorização para ato intraoral do TPD, fazer a ausência de guia parecer mera formalidade e deslocar toda a responsabilidade para o laboratório.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver contato direto do TPD com a boca do paciente, pense em vedação ética por invasão de ato clínico.
  • Quando a questão mencionar laboratório de prótese, procure a exigência de guia/prescrição formal, assinada e com especificações técnicas.
  • Na relação consultório-laboratório, a responsabilidade clínica perante o paciente permanece com o cirurgião-dentista que prescreve e conduz o tratamento.

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