O achado histopatológico renal mais encontrado em pacientes ...
Gabarito comentado
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Tema central: Nefropatia diabética e suas lesões renais típicas à histopatologia. Entender a sequência evolutiva das lesões ajuda a marcar a alternativa correta.
Alternativa correta: A – Glomeruloesclerose difusa.
Justificativa: Na nefropatia diabética, há acúmulo de matriz mesangial e esclerose difusa de glomérulos como o padrão histológico mais frequente em doença estabelecida, observado em microscopia óptica. É consequência de hiperglicemia crônica, produtos de glicação avançada e ativação do TGF-β, levando à expansão mesangial e esclerose global progressiva. Embora a lesão mais precoce seja o espessamento da membrana basal glomerular (MBG) ao microscópio eletrônico, o padrão mais encontrado em biópsias de doença manifesta é a glomeruloesclerose difusa. Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Diabetic kidney disease: pathology); KDIGO 2022; ADA 2024.
Análise das incorretas:
B – Espessamento da MBG: é a lesão mais precoce e sensível, detectada sobretudo por microscopia eletrônica. Em provas, cuidado: “mais precoce” ≠ “mais encontrado” como padrão principal em doença estabelecida por MO. Por isso, não é a melhor escolha aqui.
C – Proliferação mesangial sem glomeruloesclerose: a nefropatia diabética cursa com expansão de matriz (mesangial) mais do que verdadeira proliferação celular. Proliferação mesangial isolada sugere glomerulopatias proliferativas (ex.: IgA, membranoproliferativa), não o padrão típico do diabetes.
D – Glomeruloesclerose nodular com colapso de alças: os nódulos de Kimmelstiel–Wilson são característicos/específicos, porém menos frequentes que a esclerose difusa. Além disso, “colapso de alças capilares” remete a glomerulopatia colapsante (p.ex., HIV), não ao padrão clássico do diabetes.
Dicas para a prova:
- Mais precoce: espessamento da MBG (eletrônica).
- Mais comum (MO): glomeruloesclerose difusa.
- Mais específico: glomeruloesclerose nodular (Kimmelstiel–Wilson).
Contexto clínico e diagnóstico: Apresenta-se com albuminúria persistente (30–300 mg/g evoluindo para >300 mg/g), queda de TFG e frequente associação com retinopatia diabética. Exames: EAS, relação albumina/creatinina urinária, TFG estimada. Diretrizes: ADA 2024, KDIGO 2022.
Estrategia de interpretação: quando a questão pergunta pelo achado mais encontrado, prefira o padrão de MO mais prevalente (esclerose difusa) e não o “mais precoce” (MBG espessada) nem o “mais específico” (nodular).
Gabarito: A
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