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Q3057283 Medicina
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A nefropatia diabética é uma complicação grave do diabetes mellitus, tendo evolução silenciosa e com os primeiros sinais laboratoriais surgindo anos após o início do estado hiperglicêmico.
O achado histopatológico renal mais encontrado em pacientes com tal complicação é: 
Alternativas

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Tema central: Nefropatia diabética e suas lesões renais típicas à histopatologia. Entender a sequência evolutiva das lesões ajuda a marcar a alternativa correta.

Alternativa correta: A – Glomeruloesclerose difusa.

Justificativa: Na nefropatia diabética, há acúmulo de matriz mesangial e esclerose difusa de glomérulos como o padrão histológico mais frequente em doença estabelecida, observado em microscopia óptica. É consequência de hiperglicemia crônica, produtos de glicação avançada e ativação do TGF-β, levando à expansão mesangial e esclerose global progressiva. Embora a lesão mais precoce seja o espessamento da membrana basal glomerular (MBG) ao microscópio eletrônico, o padrão mais encontrado em biópsias de doença manifesta é a glomeruloesclerose difusa. Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Diabetic kidney disease: pathology); KDIGO 2022; ADA 2024.

Análise das incorretas:

B – Espessamento da MBG: é a lesão mais precoce e sensível, detectada sobretudo por microscopia eletrônica. Em provas, cuidado: “mais precoce” ≠ “mais encontrado” como padrão principal em doença estabelecida por MO. Por isso, não é a melhor escolha aqui.

C – Proliferação mesangial sem glomeruloesclerose: a nefropatia diabética cursa com expansão de matriz (mesangial) mais do que verdadeira proliferação celular. Proliferação mesangial isolada sugere glomerulopatias proliferativas (ex.: IgA, membranoproliferativa), não o padrão típico do diabetes.

D – Glomeruloesclerose nodular com colapso de alças: os nódulos de Kimmelstiel–Wilson são característicos/específicos, porém menos frequentes que a esclerose difusa. Além disso, “colapso de alças capilares” remete a glomerulopatia colapsante (p.ex., HIV), não ao padrão clássico do diabetes.

Dicas para a prova:

  • Mais precoce: espessamento da MBG (eletrônica).
  • Mais comum (MO): glomeruloesclerose difusa.
  • Mais específico: glomeruloesclerose nodular (Kimmelstiel–Wilson).

Contexto clínico e diagnóstico: Apresenta-se com albuminúria persistente (30–300 mg/g evoluindo para >300 mg/g), queda de TFG e frequente associação com retinopatia diabética. Exames: EAS, relação albumina/creatinina urinária, TFG estimada. Diretrizes: ADA 2024, KDIGO 2022.

Estrategia de interpretação: quando a questão pergunta pelo achado mais encontrado, prefira o padrão de MO mais prevalente (esclerose difusa) e não o “mais precoce” (MBG espessada) nem o “mais específico” (nodular).

Gabarito: A

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