A hemissecção e a ressecção radiculares frequentemente são u...

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Q3455780 Odontologia
A hemissecção e a ressecção radiculares frequentemente são utilizadas em casos de molares com envolvimentos de furca de classe II avançados e de classe III. Antes da hemissecção e da ressecção radiculares, a morfologia de cada raiz, assim como a área de superfície de cada raiz, tem de ser cuidadosamente analisada.

Em relação a esse tema, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: Hemissecção/ressecção radicular em molares com envolvimento de furca avançado exige escolher qual raiz manter com base em área de superfície de suporte periodontal, morfologia radicular (concavidades, forma em corte transversal), número/curvatura de canais e viabilidade protética. Fontes: Carranza’s Clinical Periodontology; Lindhe – Clinical Periodontology and Implant Dentistry; Ingle – Endodontics.

Gabarito: B

Justificativa da alternativa B (correta): Em molares superiores, as raízes vestibulares — sobretudo a distovestibular — apresentam menor área de superfície radicular e frequentemente associam-se a tronco radicular mais longo, reduzindo a altura de suporte periodontal disponível. Após a hemissecção, o segmento distal tende a maior mobilidade pela menor quantidade de osso de suporte. Esse racional clínico é coerente com a seleção de raízes com maior superfície e melhor arquitetura para manutenção (Carranza; Lindhe).

Análise das alternativas incorretas

A) A raiz palatina do molar superior realmente tem grande área de superfície e ampla dimensão vestíbulo-palatina. Contudo, não está centralizada no processo alveolar nem alinhada com os pré-molares. Como retentor único, sua posição muito palatina dificulta o eixo protético e o controle de carga. Assim, não é “preferida” frente à mesiovestibular apenas por área (Carranza).

C) A raiz mesial do molar inferior tipicamente possui dois canais estreitos (MV e ML), concavidades proximais e formato mais “ampulheta”, o que desaconselha pino e aumenta risco de fratura. Dizer que “geralmente tem apenas um canal amplo” e que é “boa candidata a pino/núcleo” contraria a morfologia descrita por Ingle e Carranza.

D) A raiz distal do molar inferior não tem área de superfície “significativamente maior” que a mesial; com frequência a mesial oferece suporte mais favorável. O formato em “ampulheta” e a presença de dois canais estreitos próximos à superfície são características mais da raiz mesial, não da distal (Lindhe; Ingle). Há inversão de atributos.

E) Os segundos pré-molares superiores são frequentemente unirradiculados. Quando há bifurcação, a furca é apical (não coronária), tornando pouco previsível manter apenas uma raiz com propósito funcional. Portanto, a assertiva é inconsistente (Carranza).

Estratégia de prova:

  • Associe “dois canais estreitos + concavidades” à raiz mesial de molares inferiores (evita pinos).
  • Em molares superiores, a palatina tem grande área, mas cuidado com a posição palatina para reabilitação.
  • Desconfie de termos como “centralizada/alinhada” para raiz palatina e de “um canal amplo” na raiz mesial inferior.

Referências essenciais: Carranza’s Clinical Periodontology (13ª ed.); Lindhe – Clinical Periodontology and Implant Dentistry (7ª ed.); Ingle’s Endodontics (7ª ed.).

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