O tratamento periodontal de pacientes com HIV depende da co...

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Q3455777 Odontologia
O tratamento periodontal de pacientes com HIV depende da condição imunológica do paciente e da carga viral do HIV. A quantificação da carga viral do HIV é o principal recurso para monitorar a eficácia da terapia antirretroviral da pessoa que vive com Aids.

Com relação a esse tema, é correto afirmar que a carga viral do HIV
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Tema central: relação entre carga viral do HIV e risco de transmissão sexual, com implicações para o manejo periodontal de pessoas vivendo com HIV (PVHIV). Conceito-chave: U=U (Undetectable = Untransmittable), que estabelece que carga viral indetectável ou ≤200 cópias/mL não transmite HIV por via sexual.

Alternativa correta: E – “Indetectável ou até 200 cópias/mL representa risco zero de transmissão sexual do HIV.” Justificativa: grandes estudos (HPTN 052, PARTNER 1/2, Opposites Attract) não registraram nenhuma transmissão em casais sorodiferentes quando o parceiro com HIV mantinha CV <200 cópias/mL com TARV e adesão adequada. Esse limiar (<200) é o adotado por OMS/UNAIDS, CDC e pelo Ministério da Saúde do Brasil (PCDT HIV) para definir supressão com risco sexual nulo. Embora muitos testes considerem “indetectável” <50 cópias/mL, para fins de transmissibilidade usa-se ≤200 cópias/mL. Referências: WHO/UNAIDS policy statements sobre U=U; CDC (2019–2023); PCDT HIV/Aids Brasil (2022–2024); UpToDate.

Estratégia de prova: quando o enunciado falar de transmissibilidade sexual, memorize o ponto de corte de 200 cópias/mL. Atenção à pegadinha: “indetectável = risco baixo” está errado; o correto é risco zero sexual.

Por que as demais estão incorretas?

A – “>200 cópias/mL = risco relevante.” Acima de 200 há algum risco, mas “relevante” é exagero, pois o risco aumenta de forma marcante em cargas mais altas (estudos clássicos sugerem maior transmissão quando >1.000–1.500 cópias/mL). 200–1.000 pode incluir blips de baixa viremia com risco ainda baixo.

B – “500–800 cópias/mL = risco relevante.” Faixa de baixa viremia; embora não seja U=U, o risco não é classificado como “relevante” nas diretrizes; maior impacto epidemiológico ocorre com cargas bem superiores (p.ex., >10.000).

C – “Indetectável = risco baixo.” Contraria o U=U e as diretrizes: risco sexual é zero quando indetectável/≤200 cópias/mL com TARV.

D – “100–4.000 cópias/mL = risco quase nulo.” A faixa inclui valores ≤200 (risco zero) e valores >200 até 4.000, nos quais o risco não é “quase nulo”. Generalização inadequada.

Aplicação na Periodontia: com CV ≤200 e CD4 >200 células/µL, procedimentos periodontais (raspagem, cirurgias) podem ser realizados com precauções-padrão. Em viremia alta ou imunossupressão avançada, avaliar adiar procedimentos eletivos, otimizar controle de biofilme e articular com infectologia. Profilaxia antibiótica não é rotineira, sendo individualizada conforme comorbidades e neutropenia.

Resumo para memorizar: U=U = indetectável ou ≤200 cópias/mL → 0 transmissão sexual. Acima de 200, risco cresce progressivamente com a carga viral.

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A carga viral do HIV é considerada de risco para a transmissão quando está acima de 200 cópias por mililitro de sangue. Uma carga viral indetectável, geralmente abaixo de 40 ou 50 cópias por ml, significa que o vírus não é detectável pelos testes e, portanto, não há risco de transmissão sexual, conforme estudos. 

Entendendo a Carga Viral e Transmissão:

  • Carga Viral:
  • Refere-se à quantidade de HIV presente no sangue de uma pessoa. 
  • Indetectável:
  • Quando a carga viral está abaixo de um determinado limiar (geralmente 40 ou 50 cópias/ml), o vírus não é detectável pelos testes, o que indica que a pessoa não está transmitindo o vírus. 

- Indetectável/Suprimida (< 200 cópias/mL):

Não há risco de transmissão sexual. O objetivo do tratamento antirretroviral é atingir esse nível.

-Carga Viral Baixa (200-1.000 cópias/mL):

O risco de transmissão é quase nulo, mas pode existir.

- Carga Viral Alta (> 1.000 cópias/mL):

Representa risco relevante de transmissão.

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