O câncer de esôfago é uma das dez neoplasias mais incidentes...
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Tema central: A questão aborda o estadiamento locorregional do câncer de esôfago, em especial a avaliação de linfonodos regionais, que é fundamental para definir prognóstico e conduta terapêutica. Isso porque a presença de metástases linfonodais influencia no estágio da doença e na escolha entre tratamento curativo ou paliativo.
Alternativa correta: C) Ultrassom endoscópico
Justificativa: O ultrassom endoscópico (USE) é o exame de escolha para avaliar a invasão da parede esofágica e o acometimento dos linfonodos regionais (estadiamento T e N), pois combina a endoscopia digestiva com imagens ultrassonográficas em alta resolução. Segundo o consenso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma de Esôfago), o USE apresenta maior acurácia (71-88%) para detecção de linfonodos metastáticos que outros métodos de imagem. Além disso, pode permitir a punção aspirativa guiada para confirmação histológica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Broncofibroscopia: Útil para avaliar invasão de vias aéreas em tumores altos, mas não avalia linfonodos regionais de modo sistemático.
B) Radiografia de tórax: Possui baixa sensibilidade para linfonodos; seu papel restringe-se a triagem básica de complicações.
D) Ressonância magnética: Não proporciona imagens detalhadas das camadas da parede esofágica ou linfonodos com precisão semelhante à USE, devendo ser reservada para casos especiais.
E) Tomografia computadorizada de tórax: Embora detecte linfonodos aumentados (>1cm), não distingue entre linfonodos reativos e metastáticos de forma eficaz. Por este motivo, sua sensibilidade é inferior à do USE para estadiamento loco-regional.
Estratégia para questões desse tipo: Ao avaliar perguntas sobre estadiamento, atente-se ao termo “melhor exame” e para qual finalidade (profundidade do tumor, linfonodos, metástases distantes). Questões podem induzir ao erro ao sugerir métodos mais comuns, porém menos específicos, como a tomografia de tórax.
Em síntese, o ultrassom endoscópico é a ferramenta com maior sensibilidade e especificidade para avaliar linfonodos regionais no câncer de esôfago, sendo recomendado por diretrizes nacionais e internacionais (ex: UpToDate, NCCN, Ministry of Health Brasil).
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A ultrassonografia endoscópica é utilizada para determinar se o câncer se propagou nos linfonodos e outras estruturas mediastinais; ela também pode determinar o tamanho e a invasividade do tumor.
Fonte: Brunner & Suddarth. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 15. ed. 2023.
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