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Q1371621 Medicina
O câncer de esôfago é uma das dez neoplasias mais incidentes no Brasil, predominando no sexo masculino. Os tumores de esôfago são diagnosticados, principalmente, por endoscopia digestiva alta com biópsia. No entanto, para definição de prognóstico e tratamento, outros exames são necessários. Qual é, atualmente, o melhor exame para avaliar o acometimento dos linfonodos regionais no câncer de esôfago?
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Tema central: A questão aborda o estadiamento locorregional do câncer de esôfago, em especial a avaliação de linfonodos regionais, que é fundamental para definir prognóstico e conduta terapêutica. Isso porque a presença de metástases linfonodais influencia no estágio da doença e na escolha entre tratamento curativo ou paliativo.

Alternativa correta: C) Ultrassom endoscópico

Justificativa: O ultrassom endoscópico (USE) é o exame de escolha para avaliar a invasão da parede esofágica e o acometimento dos linfonodos regionais (estadiamento T e N), pois combina a endoscopia digestiva com imagens ultrassonográficas em alta resolução. Segundo o consenso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma de Esôfago), o USE apresenta maior acurácia (71-88%) para detecção de linfonodos metastáticos que outros métodos de imagem. Além disso, pode permitir a punção aspirativa guiada para confirmação histológica.

Análise das alternativas incorretas:

A) Broncofibroscopia: Útil para avaliar invasão de vias aéreas em tumores altos, mas não avalia linfonodos regionais de modo sistemático.
B) Radiografia de tórax: Possui baixa sensibilidade para linfonodos; seu papel restringe-se a triagem básica de complicações.
D) Ressonância magnética: Não proporciona imagens detalhadas das camadas da parede esofágica ou linfonodos com precisão semelhante à USE, devendo ser reservada para casos especiais.
E) Tomografia computadorizada de tórax: Embora detecte linfonodos aumentados (>1cm), não distingue entre linfonodos reativos e metastáticos de forma eficaz. Por este motivo, sua sensibilidade é inferior à do USE para estadiamento loco-regional.

Estratégia para questões desse tipo: Ao avaliar perguntas sobre estadiamento, atente-se ao termo “melhor exame” e para qual finalidade (profundidade do tumor, linfonodos, metástases distantes). Questões podem induzir ao erro ao sugerir métodos mais comuns, porém menos específicos, como a tomografia de tórax.

Em síntese, o ultrassom endoscópico é a ferramenta com maior sensibilidade e especificidade para avaliar linfonodos regionais no câncer de esôfago, sendo recomendado por diretrizes nacionais e internacionais (ex: UpToDate, NCCN, Ministry of Health Brasil).

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O melhor exame para avaliar o acometimento dos linfonodos regionais no câncer de esôfago é o ultrassom endoscópico, como afirmado na alternativa C. Esse exame permite uma melhor visualização da parede do esôfago e dos linfonodos próximos, possibilitando a detecção de metástases precoces. Além disso, é um exame minimamente invasivo e seguro, sem grandes efeitos colaterais. Dessa forma, o ultrassom endoscópico é a escolha mais adequada para definir o prognóstico e tratamento do câncer de esôfago.

A ultrassonografia endoscópica é utilizada para determinar se o câncer se propagou nos linfonodos e outras estruturas mediastinais; ela também pode determinar o tamanho e a invasividade do tumor.

Fonte: Brunner & Suddarth. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 15. ed. 2023.

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