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Q3837996 Medicina
Para todas as situações a seguir, pode-se pedir intervenção endovascular, EXCETO:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão cobra a exceção entre indicações endovasculares em neurocirurgia vascular. A, B, C e D correspondem a usos reconhecidos da intervenção endovascular; já E descreve embolização paliativa de MAV cerebral assintomática sem estratégia curativa complementar, situação que não é indicação padrão porque o benefício é incerto e o risco procedimental pode superar a utilidade clínica.

Tema central: Indicações endovasculares neurovasculares
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a exceção. Desvascularização pré-operatória de tumor de glomus jugular é uso clássico de intervenção endovascular em lesão hipervascular. O critério médico é adjuvância pré-operatória para reduzir vascularização tumoral, perda sanguínea e dificuldade técnica da ressecção.
B
Errada
Não é a exceção. A embolização da artéria meníngea média tem base fisiopatológica no hematoma subdural crônico, porque as neomembranas vascularizadas recebem suprimento dessa artéria; por isso, o procedimento pode reduzir ressangramento e recorrência, inclusive após tratamento cirúrgico.
C
Errada
Não é a exceção. Aneurisma em pedículo nutridor de MAV é lesão-alvo de alto risco hemorrágico que pode ser tratada por via endovascular. O fato de a MAV ser grau 4 de Spetzler-Martin indica complexidade, mas não impede abordagem focal de componente específico.
D
Errada
Não é a exceção. Em vasoespasmo após HSA aneurismática, a intervenção endovascular pode ser solicitada para terapia farmacológica intra-arterial em casos selecionados ou refratários. O conceito de intervenção endovascular nesse cenário não se limita à embolização mecânica.
E
Certa
A alternativa E é a exceção porque descreve embolização paliativa de MAV cerebral assintomática sem perspectiva curativa. O papel mais aceito da embolização em MAV é integrar estratégia curativa ou tratar lesões-alvo de maior risco. Quando a MAV é assintomática e não há cirurgia nem radiocirurgia viáveis, a embolização isolada/paliativa não tem benefício preventivo claramente estabelecido e pode acrescentar risco de AVC ou hemorragia sem desfecho terapêutico definido.
Pegadinha da questão
A banca contrapõe indicações endovasculares aceitas — inclusive terapia farmacológica intra-arterial para vasoespasmo e tratamento focal de aneurisma associado à MAV — com uma situação que parece ativa, mas não tem objetivo curativo nem benefício definido: embolização paliativa de MAV assintomática sem opção complementar.
Dica para questões semelhantes
  • Em MAV, pergunte primeiro qual é o objetivo da intervenção: curativo, adjuvante ou tratamento de ponto de risco específico.
  • Não use o grau de Spetzler-Martin isoladamente para definir indicação de embolização; ele informa complexidade, não justifica por si só conduta paliativa.
  • Intervenção endovascular em neurovascular não se limita a embolização de aneurisma ou MAV; inclui também infusão intra-arterial em vasoespasmo selecionado.
  • Em lesões hipervasculares ou subdurais crônicos recorrentes, pense em embolização como medida adjuvante com alvo fisiopatológico concreto.

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