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Q3651463 Radiologia
Em monitoramento individual, marque o dosímetro passivo com leitura por estimulação óptica que permite reavaliação.
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Tema central: Monitoramento individual em radioproteção, com foco em dosímetros passivos e no princípio de leitura por estimulação óptica que permite releitura da dose registrada.

Alternativa correta: D — OSL de óxido de alumínio (Al₂O₃:C)

O OSL (Optically Stimulated Luminescence) usa cristais de Al₂O₃ dopado que aprisionam elétrons após exposição à radiação. Na leitura, um feixe de luz (geralmente laser) estimula a liberação desses elétrons com emissão de luz proporcional à dose. Como a estimulação óptica pode ser controlada, é possível reler o dosímetro (desde que não seja totalmente “apagado”), permitindo auditoria e verificação. É amplamente usado em dosimetria pessoal por sua alta sensibilidade, baixa perda de sinal e releitura não destrutiva (IAEA Safety Reports; Cember & Johnson, Introduction to Health Physics; Attix, Introduction to Radiological Physics and Radiation Dosimetry).

Estratégia para a prova: Identifique as palavras-chave: “passivo” + “estimulação óptica” + “permite reavaliação”. Isso direciona imediatamente para OSL. Cuidado para não confundir com TLD, que é passivo, mas a leitura é térmica e tipicamente destrutiva.

Análise das alternativas incorretas

A - Filme radiográfico de emulsão simples: É um dosímetro passivo, porém a leitura é por densitometria fotográfica, após processamento químico. Uma vez revelado, não pode ser reavaliado. Sofre influência de calor/umidade e tem dependência energética maior (NCRP; IAEA).

B - Câmara de ionização de lapela: Dispositivo ativo (leitura direta), necessita alimentação e mede em tempo real. Não é dosímetro passivo de OSL, nem permite releitura do mesmo sinal armazenado como nos OSL. Usado como complemento operacional, não para leitura óptica reavaliável.

C - TLD de fluoreto de lítio: É passivo, mas a leitura é por termoluminescência (aquecimento). O processo esvazia os armadilhos eletrônicos, tornando a leitura destrutiva e não reavaliável na prática (embora haja leituras parciais, não são padrão para auditoria rotineira). Referência clássica: Attix; Cember & Johnson.

E - Bolus radiocrômico de silicone: Material usado em radioterapia para dose de superfície. A resposta é radiocrômica (mudança de cor), lida por escaneamento, mas não é OSL e não oferece releitura do mesmo sinal por estímulo óptico de luminescência. Não é padrão em monitoramento ocupacional.

Resumo do raciocínio: Entre os passivos, apenas o OSL (Al₂O₃:C) combina estimulação óptica com releitura confiável. TLD é térmico (destrutivo) e filme é fotoquímico (única leitura). Câmaras de lapela são ativas e bolus radiocrômico não se aplica à dosimetria pessoal.

Referências essenciais: IAEA Safety Reports Series (Dosimetry in Diagnostic Radiology); NCRP Reports (Personnel Dosimetry); Cember & Johnson, Introduction to Health Physics; Attix, Introduction to Radiological Physics and Radiation Dosimetry.

Gabarito: D

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