Em um hospital de médio porte integrado à Rede de Atenção à...

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Q3916916 Farmácia
Em um hospital de médio porte integrado à Rede de Atenção à Saúde, foi identificado aumento no número de eventos adversos relacionados a medicamentos, especialmente erros de dose, falhas na identificação do paciente e uso inadequado de medicamentos potencialmente perigosos. Diante desse cenário, a direção instituiu um plano de fortalecimento dos Protocolos Básicos de Segurança do Paciente, conforme o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). O farmacêutico hospitalar, atuando de forma integrada à equipe multiprofissional e ao Núcleo de Segurança do Paciente, passa a desempenhar papel estratégico na análise de processos, implementação de barreiras de segurança e promoção da cultura de cuidado seguro.

Analisando o contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o do PNSP e dos protocolos básicos de segurança do paciente: em cenário de aumento de eventos adversos por medicamentos e fortalecimento de barreiras de segurança, a conciliação medicamentosa nas transições do cuidado é medida reconhecida para identificar discrepâncias não intencionais e reduzir omissão, duplicidade terapêutica, dose inadequada e interações, com atuação do farmacêutico além da dispensação; por isso a alternativa C é a correta.

Tema central: Conciliação medicamentosa
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque o protocolo oficial de identificação do paciente não se limita à admissão e à alta. Segundo os Protocolos Básicos de Segurança do Paciente, a identificação segura deve ocorrer ao longo de todo o processo assistencial e é especialmente obrigatória antes de procedimentos e da administração de medicamentos. A alternativa erra ao transformar uma verificação contínua de segurança em ato pontual administrativo.
B
Errada
Está incorreta porque reduz indevidamente o papel do farmacêutico hospitalar à dispensação. A base é expressa ao afirmar que suas atribuições incluem análise crítica da prescrição, conciliação medicamentosa, prevenção de erros e suporte à equipe multiprofissional. Excluir o farmacêutico da conciliação e da revisão terapêutica contraria o fundamento técnico da segurança do uso de medicamentos.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve com precisão a função da conciliação medicamentosa como intervenção de segurança do paciente. Esse processo compara e valida os medicamentos em uso com a prescrição atual para detectar discrepâncias não intencionais, especialmente omissões, duplicidades terapêuticas, erros de dose e interações. A base também afirma que o farmacêutico integra esse processo e a análise da terapia medicamentosa, o que está alinhado ao contexto do enunciado de atuação multiprofissional, análise de processos e prevenção de eventos adversos.
D
Errada
Está incorreta porque a notificação de incidentes em segurança do paciente não se restringe a casos com dano grave. A fonte oficial citada na base informa que a vigilância deve captar incidentes com dano, sem dano e near miss, justamente para aprendizagem organizacional e prevenção de recorrência. Restringir a notificação aos casos graves enfraquece o sistema de detecção de falhas e elimina oportunidades de prevenção.
E
Errada
Está incorreta porque cultura de segurança do paciente não se fundamenta prioritariamente em culpabilização individual. O modelo correto é sistêmico: análise de processos, identificação de falhas latentes, construção de barreiras de defesa, comunicação e aprendizagem com incidentes. Uma abordagem predominantemente punitiva é incompatível com o conceito de cultura de segurança descrito na base.
Pegadinha da questão
A banca explora confusões clássicas: tratar identificação do paciente como etapa apenas administrativa, restringir o farmacêutico à logística da dispensação, achar que só evento grave deve ser notificado e confundir cultura de segurança com punição individual. A alternativa correta exige reconhecer a conciliação medicamentosa como intervenção clínica de segurança.
Dica para questões semelhantes
  • Em segurança do paciente, verifique se a medida vale para todo o processo assistencial ou apenas para um momento; identificação do paciente é checagem contínua, não apenas na entrada e saída.
  • Quando a alternativa limitar o farmacêutico hospitalar à dispensação, desconfie: a base clínica inclui revisão da prescrição, conciliação medicamentosa e prevenção de eventos adversos.
  • Em notificação de incidentes, procure a lógica de aprendizagem sistêmica: eventos com dano, sem dano e quase falhas interessam à vigilância.
  • Se a questão citar transições do cuidado e erros de medicação, o critério decisivo costuma ser a conciliação medicamentosa para detectar discrepâncias não intencionais.

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