Sobre as recomendações para o manejo de aneurismas cerebrais...

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Q3837983 Medicina
Sobre as recomendações para o manejo de aneurismas cerebrais incidentais não rotos, assinale a alternativa INCORRETA.
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No manejo de aneurisma intracraniano incidental não roto, a base diretriz determina seguimento por imagem seriada e individualizada; crescimento documentado aumenta o risco de ruptura e pede nova avaliação terapêutica. Assim, a afirmação de que aneurismas <5 mm poderiam ser reavaliados apenas a cada 5 anos por suposta alta taxa de trombose e resolução espontânea não tem suporte na AHA/ASA 2015 nem na ESO 2022, tornando a alternativa D a incorreta.

Tema central: Aneurisma incidental não roto
Análise das alternativas
A
Errada
Está medicamente correta, portanto não é a alternativa a marcar. A localização em circulação posterior é fator clássico de maior risco de ruptura na estratificação de risco dos aneurismas não rotos.
B
Errada
Está medicamente correta. Pela história natural dos aneurismas intracranianos não rotos, aneurismas menores que 7 mm tendem a ter menor risco de ruptura do que os maiores. O ponto decisivo é que menor risco não significa risco zero.
C
Errada
Está medicamente correta. Tabagismo e hipertensão são fatores clínicos associados a maior risco de crescimento e ruptura, portanto entram na avaliação de risco e no manejo do aneurisma incidental.
D
Certa
A alternativa D é a que deve ser assinalada porque atribui aos aneurismas incidentais menores que 5 mm uma suposta alta taxa de trombose e resolução espontânea como fundamento para seguimento quinquenal, o que não é sustentado pela base diretriz. A conduta conservadora não significa vigilância remota: a AHA/ASA 2015 e a ESO 2022 recomendam acompanhamento com imagem seriada, com periodicidade definida pelo risco do aneurisma e do paciente. Além disso, aneurisma pequeno tem risco menor em média, mas não risco nulo nem comportamento previsível de resolução espontânea que permita espaçar genericamente o controle por 5 anos.
E
Errada
A ideia central é compatível com a base: aneurismas não tratados devem ser acompanhados com imagem seriada, e crescimento documentado é marcador de instabilidade biológica que aumenta a preocupação com ruptura e motiva reconsideração terapêutica. A periodicidade exata pode ser individualizada, mas isso não torna essa alternativa falsa frente ao erro objetivo da D.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre aneurisma pequeno e aneurisma dispensado de vigilância. Menor tamanho reduz risco médio de ruptura, mas não autoriza seguimento quinquenal baseado em suposta resolução espontânea frequente.
Dica para questões semelhantes
  • Separe risco de ruptura de estratégia de seguimento: tamanho, localização e fatores clínicos estimam risco; já o seguimento de aneurisma observado exige imagem seriada e individualização.
  • Circulação posterior e maior diâmetro pesam a favor de maior risco, mesmo quando o aneurisma não está roto.
  • Se a alternativa afirmar segurança excessiva em aneurismas pequenos, confronte com o princípio de que pequeno não é sinônimo de resolvido nem de risco nulo.
  • Crescimento em exames de controle é sinal de instabilidade e deve levar à reavaliação da indicação de tratamento.

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