Paciente do sexo feminino, 10 anos, é admitida em hospital ...

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Q3571953 Medicina
Paciente do sexo feminino, 10 anos, é admitida em hospital com queixa, dor e edema em membro inferior após a prática de educação física há 3 horas. Inicialmente, foi avaliada e tratada com suposto quadro de fratura simples, mas não respondeu com melhora. A dor aumentou de intensidade e houve piora acentuada do quadro.
A paciente foi encaminhada ao serviço de ortopedia, e realizou exames de imagem. A radiografia evidenciou lesão óssea com destruição medular e cortical em fêmur distal, com presença de "raios de sol" e "casca de cebola". A ressonância magnética apresentou massa na mesma região. Sobre esse caso, assinale o diagnóstico mais provável e o tratamento:
Alternativas

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Tema central: Tumores ósseos malignos na infância, com foco em osteossarcoma.

Raciocínio clínico e diagnóstico: Em lactentes e adolescentes, o achado de lesão óssea dolorosa, aumento progressivo do volume, sinais radiológicos típicos (destruição cortical e medular, padrão de “raios de sol” e presença de “casca de cebola”) no fêmur distal é clássico do osteossarcoma, o tumor ósseo primário maligno mais comum nessa faixa etária. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) ressaltam sua prevalência entre 10 e 19 anos, principalmente em metáfise de ossos longos como o fêmur distal.

Achados clínicos e exames: Dor persistente, edema, fratura patológica, piora progressiva apesar de medidas conservadoras e achados laboratoriais (fosfatase alcalina elevada em alguns casos) reforçam o diagnóstico. A radiografia revela espículas ósseas perpendiculares (“raios de sol”), que sugerem rápida proliferação tumoral, enquanto o padrão de “casca de cebola” pode indicar reação periosteal. A ressonância magnética avalia extensão local.

Tratamento do osteossarcoma — evidência e protocolo: O tratamento padrão, segundo o INCA e literatura (UpToDate, “Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Prática” de Tavares Júnior), é quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia de ressecção tumoral (muitas vezes com preservação do membro) e, posteriormente, quimioterapia adjuvante. A estratégia visa redução tumoral, controle de micrometástases e ressecção completa.

Análise das alternativas incorretas:
B) Condrossarcoma e quimioterapia: Geralmente em adultos, e pouco responsivo à quimioterapia; tratamento é quase sempre cirúrgico.
C) Apenas quimioterapia: O tratamento curativo do osteossarcoma demanda cirurgia; quimioterapia isolada não é suficiente.
D) Condrossarcoma, quimioterapia e cirurgia: Erro no diagnóstico e abordagem; condrossarcoma raramente exige quimioterapia.
E) Sarcoma de Ewing, quimioterapia e cirurgia: O Sarcoma de Ewing pode exibir reação periosteal tipo “casca de cebola”, mas “raios de sol” são mais característicos do osteossarcoma, além da localização e faixa etária serem mais sugestivas para osteossarcoma conforme protocolos citados.

Pegadinha: Atenção para os padrões radiológicos (“raios de sol” x “casca de cebola”)! "Raios de sol" é muito mais específico para osteossarcoma, enquanto “casca de cebola” pode ocorrer em ambos, mas é mais frequente no Ewing.

Resumo final: A alternativa A (Osteossarcoma; quimioterapia e cirurgia de ressecção) corresponde exatamente ao diagnóstico e conduta terapêutica mais atual, baseada nas melhores evidências e protocolos oncológicos.

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