Na APS, a ESF solicita radiografia de tórax com prioridade....
Gabarito comentado
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Tema central: segurança do paciente e coordenação do cuidado na APS/ESF em exames de imagem. Em radiologia, o fluxo seguro exige: verificação de prioridade, identificação correta do usuário, preparo adequado (orientações e checagens), e devolutiva do laudo com registro de contrarreferência para a equipe solicitante.
Gabarito: B — Correta porque reúne as etapas essenciais do cuidado seguro e integral: (1) Conferir prioridade conforme justificativa clínica e protocolos locais; (2) Identificação com, no mínimo, dois identificadores (ex.: nome completo e data de nascimento), evitando homônimos; (3) Orientar preparo para radiografia de tórax (retirar objetos metálicos, investigar possibilidade de gestação e aplicar proteção quando pertinente); (4) Pactuar prazo e meio de devolução do laudo (RIS/PACS/SISREG ou canal oficial) com contrarreferência registrada à ESF, garantindo continuidade do cuidado. Essa conduta está alinhada ao Programa Nacional de Segurança do Paciente (MS/Portaria 529/2013; ANVISA RDC 36/2013 – Identificação correta do paciente), às recomendações da OMS (Patient Safety Solutions) e às normas de exercício profissional do Técnico em Radiologia (Lei 7.394/1985; CONTER/CRTR).
Análise das alternativas incorretas
A — Realizar exame sem conferir identificação e liberar imagem com laudo pendente e prazo indefinido viola segurança do paciente (risco de troca de pacientes) e compromete a continuidade do cuidado. Imagem sem laudo em caso prioritário é inadequada e fere boas práticas e rastreabilidade.
C — Solicitar TC de tórax “por rotina” antes de avaliação clínica é uso irracional de imagem, com maior dose de radiação sem indicação. A APS prioriza RX de tórax quando indicado; TC é reservada a critérios clínicos específicos após avaliação médica. Fere princípios de justificação radiológica (IAEA/OMS) e protocolos do SUS.
D — Reagendar em 30 dias exame prioritário, avisando apenas o usuário e excluindo a ESF, quebra a coordenação do cuidado e a contrarreferência. Demandas prioritárias exigem comunicação imediata à ESF e busca de alternativa regulada.
E — Usar apenas o cartão SUS como identificador é insuficiente; as metas de segurança exigem ≥2 identificadores. Encaminhar para outro município sem regulação e sem pactuação com a ESF rompe a rede de atenção e a rastreabilidade.
Dica de prova: destaque palavras-chave como “prioridade”, “identificação”, “preparo” e “devolutiva/contrarreferência”. A alternativa correta geralmente reúne segurança do paciente + integralidade + comunicação formal com a ESF.
Contrarreferência: registro formal do resultado e condutas para a equipe que solicitou, via sistema oficial (RIS/PACS/SISREG/Prontuário), assegurando seguimento.
Referências úteis: Ministério da Saúde – PNSP (Portaria 529/2013); ANVISA RDC 36/2013; OMS/WHO Patient Safety; Lei 7.394/1985 (Técnico em Radiologia) e normativas CONTER; boas práticas de radioproteção (IAEA).
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