Assinale a alternativa CORRETA sobre as fraturas de odontoide.

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Q3837970 Medicina
Assinale a alternativa CORRETA sobre as fraturas de odontoide.
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o padrão epidemiológico das fraturas de odontoide por faixa etária: em idosos, elas podem ocorrer após trauma de baixa energia, como queda da própria altura; em jovens, costumam ocorrer por trauma de alta energia, como acidentes automobilísticos. Esse enunciado torna a alternativa B a única compatível com a base médica.

Tema central: Fraturas de odontoide
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por confundir a classificação de Anderson e D'Alonzo. Fratura da base do odontoide é tipo II, não tipo I. O tipo I acomete o ápice do odontoide, é raro e geralmente estável.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve adequadamente o mecanismo típico conforme a idade: em idosos, fraturas de odontoide podem ocorrer após quedas da própria altura, isto é, trauma de baixa energia; em pacientes jovens, costumam estar associadas a traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos. Esse padrão epidemiológico é clássico e decisivo na questão.
C
Errada
Está errada porque fraturas tipo III não são frequentemente acompanhadas de sérios déficits neurológicos. As tipo III se estendem ao corpo de C2 e têm melhor potencial de consolidação; déficit neurológico grave não é sua apresentação típica.
D
Errada
Está errada porque o parafuso anterior de odontoide não é apropriado como opção isolada quando há lesão importante do ligamento transverso. A estabilidade C1-C2 depende da competência ligamentar; se o ligamento transverso está significativamente lesado, fixar apenas a fratura do odontoide não corrige adequadamente a instabilidade atlantoaxial.
E
Errada
Está errada porque colar cervical de espuma não fornece imobilização adequada para ser considerado equivalente ao halo vest em estabilização e consolidação de fraturas de odontoide. Conforto não substitui rigidez de imobilização.
Pegadinha da questão
A banca misturou um enunciado epidemiológico verdadeiro com alternativas que exploram confusões clássicas: trocar tipo I por tipo II na classificação de Anderson e D'Alonzo, presumir déficit neurológico grave como frequente nas tipo III, ignorar o papel do ligamento transverso na estabilidade C1-C2 e tratar colar de espuma como se fosse imobilização terapêutica equivalente.
Dica para questões semelhantes
  • Separe mentalmente a classificação de Anderson e D'Alonzo: tipo I = ápice e geralmente estável; tipo II = base e maior risco de instabilidade/não união; tipo III = extensão ao corpo de C2 e melhor consolidação.
  • Em fratura de odontoide, valorize a idade e o mecanismo: idoso pode fraturar com queda da própria altura; jovem costuma exigir trauma de alta energia.
  • Ao avaliar indicação de parafuso de odontoide, confirme se há alinhamento favorável e integridade ligamentar; lesão importante do ligamento transverso pesa contra essa opção isolada.
  • Não aceite colar de espuma como equivalente a método de imobilização rígida em fratura cervical alta.

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