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Q2383667 Medicina
Segundo a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), todos os pacientes com diabetes mellitus tipo 2 devem ser examinados para pesquisa de neuropatia diabética periférica no momento do diagnóstico. Em casos de neuropatia diabética periférica, é recomendado para o diagnóstico o uso de 
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Tema central: rastreio e diagnóstico da neuropatia diabética periférica (NDP) em DM2. A SBD recomenda avaliar NDP no diagnóstico da DM2 e anualmente depois. O diagnóstico é clínico, integrando sintomas e sinais com instrumentos padronizados.

Alternativa correta: D — Escore de comprometimento neuropático

Diretrizes SBD/ADA indicam o uso de escores clínicos validados (ex.: Neuropathy Disability Score – NDS, Michigan Neuropathy Screening Instrument – MNSI) para diagnóstico e estratificação de gravidade da NDP. Esses escores combinam achados como sensibilidade vibratória (diapasão 128 Hz), pressão (10 g), temperatura/dor e reflexo aquileu, aumentando a acurácia e reprodutibilidade. São recomendados para prática por serem simples, objetivos e comparáveis ao longo do seguimento.

Por que as demais estão incorretas?

A — “neuroped”: provavelmente refere-se ao Neuropad (teste sudomotor). Apesar de útil como triagem adjunta de disfunção autonômica/sudomotora, não é teste diagnóstico de primeira linha para NDP segundo SBD/ADA, tem variabilidade e não substitui escore clínico padronizado.

B — Monofilamento de 10 g: excelente para detectar perda da sensibilidade protetora e risco de úlcera no pé diabético. Contudo, isoladamente não estabelece o diagnóstico de NDP; deve ser combinado a outros testes. É ferramenta de rastreio do risco, não de diagnóstico definitivo.

C — Microscopia corneana confocal: avalia fibras pequenas na córnea e tem valor em pesquisa/centros especializados. Não é recomendada rotineiramente para diagnóstico na prática clínica por custo, disponibilidade e padronização limitada.

Como raciocinar na prova

- Se o enunciado falar em diagnóstico clínico de NDP, pense em escores validados (NDS, MNSI).
- Se mencionar risco de úlcera do pé, a palavra-chave é monofilamento 10 g (rastreio).
- Tecnologias sofisticadas (p.ex., confocal corneal microscopy) costumam ser não rotineiras nas diretrizes.

Achados e confirmação

Sintomas típicos: dor em queimação, formigamento, alodinia, redução de sensibilidade em “bota/luva”. Exame: monofilamento, diapasão 128 Hz, temperatura, pinprick, reflexo aquileu. Lembre de excluir causas concorrentes (B12 baixa, hipotireoidismo, uremia, álcool, fármacos).

Referências essenciais: Diretrizes SBD 2023-2024 (complicações crônicas/pé diabético); ADA Standards of Care 2024 (Complications—Neuropathy); UpToDate (Evaluation of diabetic peripheral neuropathy); Harrison’s Principles of Internal Medicine (Neuropathies in diabetes).

Gabarito: D

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A questão aborda o tema do diagnóstico de neuropatia diabética periférica em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. A neuropatia diabética é uma complicação comum do diabetes e pode levar a consequências graves se não diagnosticada e tratada apropriadamente. A assertiva D - "escore de comprometimento neuropático" - é a correta, pois os escores de comprometimento neuropático são ferramentas validadas que ajudam a avaliar sistematicamente a presença e a gravidade da neuropatia periférica. Esses escores geralmente incluem a avaliação de sintomas como dor, formigamento, e a realização de exames físicos para testar a sensibilidade, os reflexos e a função motora. A utilização desses escores proporciona uma abordagem padronizada, aumentando a precisão do diagnóstico. As outras opções (A - neuroped, B - monofilamento de 10g, C - microscopia corneana confocal) não são métodos de diagnóstico recomendados pela Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes para o diagnóstico de neuropatia diabética periférica, embora o monofilamento de 10g possa ser usado como parte da avaliação para detectar perda de sensibilidade nos pés, mas por si só não é suficiente para estabelecer um diagnóstico completo da condição.

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