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Q2383661 Medicina
A Orbitopatia de Graves (OG) é a manifestação extratireoidiana mais comum da doença de Graves. Para o manejo clínico adequado, sobretudo nas escolhas terapêuticas, é fundamental que seja observada a atividade e a gravidade de forma independente. Um sinal favorável ao diagnóstico de Orbitopatia de Graves é
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Tema central: Orbitopatia de Graves (OG) é a manifestação extratireoidiana mais comum do hipertireoidismo de Graves. Para o manejo, avaliam-se atividade (inflamação atual, ex.: Clinical Activity Score) e gravidade (risco visual, restrição muscular, exposição corneana) de forma independente.

Alternativa correta: B) retração palpebral superior ou inferior

Justificativa: A retração palpebral é um achado clássico e altamente sugestivo de OG. Ocorre por hiperatividade simpática do músculo de Müller e alterações fibrosas do levantador da pálpebra superior, levando a maior exposição do globo ocular. Frequentemente associa-se a proptose, lag da pálpebra (sinal de von Graefe), sensação de areia, lacrimejamento e dor à movimentação ocular. Esse é um “palavra‑chave” em provas. Referências: Diretriz EUGOGO 2021/2022; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate.

Estratégia diagnóstica (resumo útil para provas): Clínica típica (retração palpebral, proptose, diplopia por restrição), CAS para atividade (dor, hiperemia, edema, quemoses), TRAb positivo e imagem (TC/RM com hipertrofia de músculos extraoculares poupando tendões). OG pode ocorrer mesmo em eutireoidismo.

Análise das alternativas incorretas

A) Ptose palpebral superior: É o oposto do típico na OG. Ptose sugere síndrome de Horner, paralisia do III par ou miastenia gravis. Na OG, a pálpebra costuma estar elevada, não caída.

C) Descarga mucoide ou purulenta: Indica conjuntivite infecciosa ou blefarite. Na OG, o mais comum é epífora (lacrimejamento), hiperemia e quemoses por exposição, não secreção purulenta.

D) Prurido ocular e palpebral: Sugere conjuntivite alérgica. Na OG predominam ardor/sensação de areia, dor à movimentação e fotofobia por ceratopatia de exposição e inflamação orbitária.

Pegadinhas clássicas: Confundir ptose com retração palpebral; considerar prurido/ secreção purulenta como sinais de OG (são mais compatíveis com alergia/infeção). Busque no enunciado palavras-chave como “retração palpebral”, “proptose”, “diplopia” e “dor à movimentação”.

Aplicação prática: Identificar retração palpebral orienta o diagnóstico de OG e direciona a avaliação de atividade (CAS) e gravidade para definir tratamento conforme EUGOGO: controle do tabagismo, eutiroidismo, lubrificação; casos ativos moderados/graves com corticoide sistêmico/teprotumumabe (onde disponível), e órbita compressiva com descompressão.

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A questão aborda a Orbitopatia de Graves (OG), que é uma complicação comum da doença de Graves, um distúrbio autoimune que afeta a tireoide. Para responder corretamente, é necessário entender os sinais clínicos característicos da Orbitopatia de Graves. A alternativa B, "a retração palpebral superior ou inferior", é a resposta correta porque um dos sinais mais específicos dessa condição é a retração das pálpebras, o que leva a uma abertura ocular aumentada. Esse fenômeno ocorre devido à inflamação e ao edema dos músculos extraoculares, que são comuns na OG, e também ao aumento do tecido conjuntivo retro-orbitário. As outras opções listadas não são sinais típicos da Orbitopatia de Graves: a ptose (A) é uma queda da pálpebra, enquanto a descarga mucoide ou purulenta (C) sugere uma infecção ocular, e o prurido (D) é frequentemente associado a alergias ou irritações e não é específico para OG. Portanto, compreender os sintomas característicos da doença é crucial para o diagnóstico correto e o manejo clínico eficaz.

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