Leia o texto 1 – O Assassino era o Escriba e, levando-se em...
Gabarito comentado
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Comentário da questão – Tema central:
A questão cobra interpretação de texto literário e compreensão de metáforas com termos gramaticais. O foco é perceber como o autor utiliza elementos da sintaxe para construir características do personagem. Exige, portanto, a habilidade de leitura crítica e conhecimento de conceitos como sujeito inexistente e figuras de linguagem (especialmente metáfora).
Alternativa correta: C) O autor do poema caracteriza o personagem como um sujeito inexistente.
O raciocínio que resolve a questão exige atenção à primeira estrofe, em que Paulo Leminski afirma: “Meu professor [...] era o tipo do sujeito inexistente.” Logo, o professor é chamado de “sujeito inexistente”, termo técnico da gramática. Pela norma padrão (Bechara, Cunha & Cintra), sujeito inexistente refere-se a orações sem sujeito definido. O poeta usa a expressão de maneira metafórica para sugerir alguém sem personalidade marcante ou com presença apagada.
Análise das alternativas incorretas:
A) Induz o aluno ao erro ao supor relação direta entre infelicidade e trabalho, mas o texto apenas afirma “Foi infeliz”, sem causa explícita.
B) “Casou com uma regência” e “ela era bitransitiva” são metáforas com termos técnicos; não se refere a múltiplas personalidades, mas a conceitos da sintaxe.
D) Apesar do uso de metáforas, não há menção a salários ou impossibilidade de viajar; tal interpretação extrapola o texto. Atenção: não deduza além do que está escrito!
E) A frase “Era possessivo como um pronome” é apenas mais uma característica, mas não define o personagem; o ponto central é ser “sujeito inexistente”.
Pontos-chave e estratégias:
1. Foque sempre nos elementos centrais e explícitos do texto. Aqui, “sujeito inexistente” aparece imediatamente e é o recurso de maior peso na caracterização.
2. Não extrapole interpretações para além do que está realmente dito. Cuidado com pegadinhas que sugerem causas ou críticas sociais implícitas.
3. Entenda o uso de metáforas com termos gramaticais, pois são usadas de forma criativa – conceito comum em textos de Leminski e recorrente em provas de interpretação.
Referências normativas: Gramáticas como Cunha & Cintra, Bechara e o Manual de Redação da Presidência da República reforçam a relevância do sujeito inexistente e da leitura literal-metafórica nos textos em Língua Portuguesa.
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