Em relação aos nódulos de tireoide, são consideradas caracte...
Gabarito comentado
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Tema central: avaliação ultrassonográfica de nódulos tireoidianos e quais achados aumentam a suspeita de malignidade. Em provas, foque nos “padrões de alto risco” na USG: hipoecogenicidade marcada, margens irregulares, formato mais alto que largo (taller-than-wide), microcalcificações, extensão extratireoidiana e linfonodos suspeitos.
Alternativa correta: C – Vascularização periférica. Por quê? A vascularização exclusivamente periférica (em “anel”) é típica de nódulos benignos, como bócio coloide. O achado mais preocupante ao Doppler é fluxo central/intranodular predominante, não o periférico. As diretrizes (ATA 2015; ACR TI‑RADS) dão baixo peso ao Doppler para classificar risco, e a presença de vascularização periférica isolada não é critério de malignidade.
Análise das demais alternativas
A – Hipoecogênico. Correla-se a maior risco, sobretudo quando marcadamente hipoecogênico em relação ao parênquima normal (associado a carcinoma papilífero). Presente nos sistemas ATA e TI‑RADS como sinal de alerta.
B – Microcalcificação. Padrão pontiforme brilhante sem sombra acústica, correspondente a corpos psamomatosos, altamente sugestivo de malignidade (especialmente papilífero). É um dos critérios mais específicos de risco.
D – Crescimento documentado. Embora tenha baixa especificidade, crescimento significativo (≈20% em duas dimensões, ou 50% em volume) é sinal de alerta que indica reavaliação e possível repetição de PAAF. Em cenário de prova, costuma ser aceito como característica que aumenta a suspeita clínica e justifica conduta ativa. Atenção: “crescimento rápido” é mais preocupante; crescimento lento pode ocorrer em nódulos benignos.
Estrategia para a prova
- Priorize os achados “duros” de USG: microcalcificações, hipoecogenicidade marcada, margens irregulares, formato alto-largo.
- Lembre: vascularização periférica ≠ malignidade; se for citar Doppler, o que preocupa é fluxo central predominante.
- Crescimento documentado sugere rebiopsia/seguimento, mas não é específico.
Referências essenciais: American Thyroid Association (ATA) Guidelines 2015 (Haugen et al.); ACR TI‑RADS 2017/2023; UpToDate (Evaluation of thyroid nodules); Harrison’s Principles of Internal Medicine; Diretrizes SBEM/Colégio Brasileiro de Radiologia sobre USG de tireoide.
Gabarito: C
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