Paciente, 30 anos, sexo masculino, com histórico longo de ex...
Gabarito comentado
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Tema central: carcinoma de orofaringe HPV-mediado (p16+) em adulto jovem com linfonodo acometido. Tumores HPV+ têm melhor prognóstico e seguem estadiamento específico AJCC 8ª ed., com impacto limitado do N1 vs N2 na escolha do tratamento inicial.
Alternativa correta: D — “Não há mudanças no tratamento, considerando N1 ou N2”. Em orofaringe HPV+, tanto N1 (linfonodo ipsilateral ≤6 cm) quanto N2 (linfonodos contralaterais/bilaterais ≤6 cm) tendem a receber a mesma estratégia terapêutica de base: radioterapia definitiva (RT) ± quimioterapia com cisplatina para doença com linfonodo(s), ou cirurgia transoral (TORS) com esvaziamento cervical seguida de adjuvância conforme a patologia. A diferença entre N1 e N2 influencia campo de RT e agrupamento de estadiamento, mas não muda o “tipo” de tratamento de escolha no cenário geral. Diretrizes: NCCN Head and Neck Cancers 2024/2025, AJCC 8ª ed., UpToDate.
Por que as outras estão erradas?
- A – Subtipos oncogênicos mais comuns são HPV-16 e, em menor grau, 18. Os tipos 6 e 11 são baixo risco (condilomas). “6 e 8” está incorreto. Referências: UpToDate, WHO/IARC.
- B – Exposição sexual de risco (múltiplos parceiros, sexo oral, início precoce) é fator de risco estabelecido para câncer de orofaringe HPV+. Estudos epidemiológicos e UpToDate corroboram.
- C – Esvaziamento cervical seletivo não é automaticamente indicado pelo simples achado de linfonodo positivo. Se a opção terapêutica for RT/CRT definitiva, realiza-se apenas se houver doença residual. O esvaziamento é indicado quando a estratégia primária é cirúrgica (TORS) ou em persistência/recidiva. Diretrizes NCCN.
Raciocínio clínico essencial: Confirmar HPV por p16 imunohistoquímica (marcador substituto) e estadiar pelo sistema específico para HPV+. Doença com linfonodo (N1/N2) geralmente recebe RT definitiva ± cisplatina ou TORS + esvaziamento com adjuvância conforme margens, extracapsularidade e número de linfonodos. Deintensificação fora de estudos clínicos não é recomendada.
Pegadinha: assumir que “N2” sempre muda a modalidade terapêutica. Em HPV+, o protocolo-base costuma ser o mesmo entre N1 e N2; muda-se sobretudo o campo/volume e o estágio agrupado, não a estratégia.
Dicas de prova: associe jovem + orofaringe + HPV+ a melhor prognóstico, p16+, estadiamento AJCC 8ª e tratamento com RT±cisplatina ou TORS+esvaziamento/adjuvância. Linfonodo positivo ≠ indicação automática de esvaziamento se a opção for RT/CRT.
Referências: NCCN Head and Neck Cancers (2024/2025); AJCC 8th edition; UpToDate: HPV-associated oropharyngeal cancer; Harrison’s Principles of Internal Medicine (Head and Neck Cancer overview).
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