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Q3995346 Português
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O corporativismo e a inteligência emocional no desempenho da função pública


No contexto contemporâneo da administração pública, especialmente no ambiente escolar, o desempenho eficiente das funções atribuídas ao monitor escolar exige mais do que o cumprimento técnico de tarefas. Torna-se imprescindível o desenvolvimento de competências socioemocionais e a compreensão das dinâmicas coletivas que estruturam o trabalho institucional. Nesse sentido, destacamse o corporativismo — entendido aqui em sua acepção positiva, como espírito de cooperação e pertencimento — e a inteligência emocional como elementos fundamentais para a qualidade do serviço prestado.

O corporativismo, quando orientado por princípios éticos e pelo compromisso com o interesse público, contribui para a construção de um ambiente de trabalho colaborativo. No espaço escolar, o monitor desempenha papel estratégico ao mediar relações entre alunos, professores e equipe gestora. Assim, a capacidade de atuar de forma integrada, respeitando normas institucionais e valorizando o trabalho coletivo, favorece a organização do cotidiano escolar e a promoção de um clima harmonioso. Em contrapartida, práticas corporativistas distorcidas, pautadas em favorecimentos ou omissões, comprometem a equidade e a transparência, princípios basilares da administração pública.

Paralelamente, a inteligência emocional configura-se como uma competência indispensável ao exercício da função. A atuação do monitor escolar envolve situações diversas, como a mediação de conflitos, o acolhimento de estudantes e a gestão de comportamentos em ambientes coletivos. Nesse cenário, habilidades como autocontrole, empatia, resiliência e comunicação assertiva tornam-se essenciais. O profissional emocionalmente inteligente é capaz de reconhecer suas próprias emoções e as dos outros, regulando suas ações de maneira equilibrada e contribuindo para a resolução de problemas de forma construtiva.

Ademais, a articulação entre corporativismo e inteligência emocional potencializa a eficácia da atuação profissional. Enquanto o primeiro fortalece o senso de equipe e a responsabilidade compartilhada, a segunda qualifica as interações humanas, tornandoas mais respeitosas e produtivas. Tal combinação impacta diretamente na qualidade do ambiente escolar, refletindo-se no bem-estar dos alunos e na efetividade das práticas educativas.

Dessa forma, conclui-se que o monitor escolar, enquanto agente público inserido em um contexto educativo, deve pautar sua atuação na cooperação, na ética e no equilíbrio emocional. O desenvolvimento dessas competências não apenas aprimora o desempenho individual, mas também contribui para a construção de uma escola mais inclusiva, organizada e comprometida com a formação integral dos estudantes.
Assinale a alternativa em que a flexão de gênero do substantivo está correta, de acordo com a norma-padrão:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O comando "Assinale a alternativa em que a flexão de gênero do substantivo está correta, de acordo com a norma-padrão:" exige a classificação morfológica adequada. Nesse critério, a alternativa C é a única compatível com a distinção comum de dois gêneros, enquanto as demais apresentam formulações normativas imprecisas ou categóricas.

Tema central: gênero dos substantivos
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra no trecho "com alteração obrigatória de sentido". A mudança entre "o personagem" e "a personagem" não autoriza afirmar, como regra geral e necessária, que haja mudança semântica obrigatória. O erro está no caráter categórico da afirmação: ela transforma uma possibilidade de uso em regra absoluta de sentido.
B
Errada
A inadequação está em afirmar que "a gerenta" é "forma consagrada pela norma culta". A base indica que essa formulação é normativa demais e não corresponde ao tratamento tradicional mais seguro em prova de norma-padrão. O problema não é apenas a existência da forma em uso, mas a justificativa categórica apresentada como se fosse consagração inequívoca.
C
Certa
A alternativa C está correta porque "estudante" é substantivo uniforme, mais especificamente comum de dois gêneros. Assim, a mesma forma serve para masculino e feminino, com a distinção indicada pelo determinante: "o estudante" / "a estudante".
D
Errada
A alternativa falha ao declarar "a chefa" como "forma incorreta na norma-padrão". Segundo a base, essa impropriedade está justamente na afirmação absoluta de incorreção. Não há respaldo, aqui, para tratar a forma como erro categórico; a alternativa é eliminada pelo juízo normativo excessivo.
Pegadinha da questão
A banca usa a expressão "flexão de gênero", mas o item correto não traz mudança formal no substantivo: traz um substantivo uniforme, em que o gênero é indicado pelo artigo. Além disso, as erradas se apoiam em palavras absolutas como "obrigatória", "consagrada" e "incorreta".
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão cobrar norma-padrão sobre gênero, primeiro verifique se o substantivo muda de forma ou se o gênero é marcado apenas pelo determinante.
  • Desconfie de alternativas com afirmações absolutas sobre sentido ou correção normativa, especialmente quando usam termos como "obrigatória", "consagrada" ou "incorreta".
  • Em dúvida entre uso social e classificação escolar, fique com o ponto morfológico seguro e incontroverso pedido no comando da questão.

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Comentários

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  • A) Incorreta: "Personagem" é um substantivo sobrecomum (ou comum de dois gêneros, dependendo do gramático moderno), mas a regra principal é que o uso de "o" ou "a" não altera o sentido da palavra. Refere-se sempre à figura de uma obra, independentemente do sexo.
  • B) Incorreta: "Gerente" é um substantivo comum de dois gêneros (o gerente / a gerente). Embora a forma "gerenta" exista em alguns dicionários como marcação coloquial ou específica, a norma culta consagra a forma invariável para o substantivo.
  • C) Correta: O substantivo estudante é classificado como comum de dois gêneros (um tipo de substantivo uniforme). Isso significa que a palavra em si não muda; o que define se é masculino ou feminino é o artigo ou adjetivo que a acompanha (o estudante / a estudante).
  • D) Incorreta: "Chefa" é uma forma aceita pela norma-padrão e registrada em dicionários como o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). Embora "a chefe" seja mais comum no dia a dia, "a chefa" não é considerada incorreta.

  1. Comuns de dois gêneros: A palavra é a mesma, muda-se o artigo.
  • Exemplos: O/A dentista, O/A cliente, O/A estudante.
  1. Sobrecomuns: Uma única forma e um único artigo para ambos os sexos.
  • Exemplos: A criança, A vítima, O indivíduo.
  1. Epicenos: Usados para animais; acrescenta-se "macho" ou "fêmea".
  • Exemplos: A cobra macho / A cobra fêmea.

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