Na elaboração do PTS (Plano de Tratamento Singular) para u...

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Q3768208 Odontologia
Na elaboração do PTS (Plano de Tratamento Singular) para um adulto com periodontite estágio III, risco elevado e condições clínicas passíveis de manejo na atenção primária, qual alternativa representa construção e gestão do PTS coerentes com uma prática clínica qualificada? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso pede um PTS coerente com periodontite estágio III manejável na atenção primária, o que exige plano singular, pactuado, com metas mensuráveis, responsabilidades compartilhadas, controle etiológico por etapas e reavaliação por indicadores clínicos. Esses elementos estão reunidos apenas na alternativa A, que sustenta o gabarito oficial.

Tema central: PTS na periodontite
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve exatamente os componentes que qualificam um PTS: definição do problema, metas específicas e verificáveis, prazo, pactuação de responsabilidades entre profissional e usuário, acompanhamento e registro adequado. Do ponto de vista periodontal, a proposta também respeita a lógica técnica do tratamento inicial da periodontite, com controle de infecção por raspagem por quadrantes e apoio ao autocuidado, seguido de avaliação por indicadores clínicos para decidir alta ou retorno. Isso atende ao núcleo exigido pela questão: plano singular, compartilhado, monitorável e clinicamente coerente.
B
Errada
Está errada porque troca o PTS por um fluxo padronizado igual para toda a população, o que nega a singularidade do plano. Além disso, dispensar pactuação com o usuário contraria a construção compartilhada do cuidado, e registrar apenas uma meta genérica de melhora da saúde bucal impede monitoramento real, já que o PTS exige metas mensuráveis e com prazo. Restringir a articulação da rede apenas a urgências também reduz indevidamente a coordenação do cuidado.
C
Errada
Está errada porque transforma o PTS em plano exclusivamente do cirurgião-dentista, excluindo participação interprofissional quando pertinente. Também usa metas vagas e sem prazo, o que inviabiliza reavaliação objetiva. Limitar os indicadores ao número de consultas é erro técnico: isso mede processo administrativo, não controle periodontal. Na periodontia, o acompanhamento deve considerar parâmetros clínicos e adesão, não apenas produtividade.
D
Errada
Está errada porque inverte a sequência terapêutica. Na periodontite, o controle etiológico e infeccioso deve preceder a reabilitação protética. Propor reabilitação antes da estabilização periodontal é tecnicamente inadequado. Além disso, encerrar o PTS logo após a raspagem, sem considerar adesão e resposta clínica, contraria o princípio de acompanhamento e reavaliação que define um plano terapêutico qualificado.
E
Errada
Está errada porque condiciona raspagem e polimento à ausência de sangramento, quando o sangramento é marcador de inflamação periodontal e justamente um dos parâmetros a serem tratados e monitorados; ele não é pré-requisito para iniciar a terapia periodontal básica. Também erra ao restringir o PTS à equipe de saúde bucal e convertê-lo em documento de circulação interna, porque o PTS pressupõe pactuação com o usuário e integração do cuidado quando necessária.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre PTS e protocolo padronizado: várias alternativas parecem organizadas, mas eliminam justamente o que define o PTS — singularização, pactuação com o usuário, metas mensuráveis e reavaliação por desfechos clínicos. Outra armadilha real é aceitar sequência periodontal inadequada, como esperar ausência de sangramento para raspagem ou antecipar reabilitação antes do controle da infecção.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão cobrar PTS, procure individualização do plano, metas específicas com prazo, responsabilidades compartilhadas e revisão periódica; protocolo fixo para todos exclui a alternativa.
  • Em periodontite manejável na APS, priorize controle de biofilme e infecção, orientação de autocuidado e reavaliação clínica antes de qualquer etapa reabilitadora.
  • Desconfie de alternativas que usam apenas indicadores de processo, como número de consultas; em periodontia, a decisão deve se apoiar em parâmetros clínicos e adesão.

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