Na análise microscópica para visualização de parasitas que ...
Gabarito comentado
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Tema central: escolha das objetivas do microscópio mais usadas na análise parasitológica de fezes. Em rotina, após métodos como exame direto, Kato-Katz, Ritchie ou Faust, usa-se primeiro baixo aumento para varredura e depois aumento intermediário para detalhamento.
Alternativa correta: C — 10 e 40 vezes
A prática padrão é iniciar com a objetiva 10x para varredura do esfregaço e localização de ovos, cistos e larvas, e prosseguir com a objetiva 40x para caracterização morfológica (ex.: espessura da casca e mamilações de ovos de Ascaris; núcleos e corpos parabasais de cistos de Giardia). Com ocular 10x, os aumentos totais usuais são ~100x (10x×10x) e ~400x (40x×10x). Essa sequência está alinhada a manuais de referência como OMS – Bench Aids for the Diagnosis of Intestinal Parasites, CDC DPDx e Garcia LS, Diagnostic Medical Parasitology.
Dica de prova: identifique se a questão pede objetiva (4x, 10x, 40x, 100x) e não o aumento total. Para fezes, pense “10x para achar, 40x para detalhar”.
Análise das incorretas
A — 2 e 20x: 2x praticamente não é objetiva de microscópio composto padrão; 20x existe, mas não é parte do protocolo rotineiro em parasitologia de fezes. Falta a etapa clássica de 10x para varredura ampla.
B — 5 e 30x: 5x e 30x não são ampliações usuais em rotina clínica; dificultam padronização e comparação com atlas morfológicos. A literatura recomenda 10x/40x para fezes.
D — 40 e 60x: começar já em 40x torna a varredura mais lenta e pode fazer perder estruturas dispersas. A 60x (frequentemente requer correções ópticas específicas) não é padrão para fezes; 40x é suficiente para detalhes de cistos e ovos.
E — 60 e 150x: 150x não é objetiva usual; há confusão com aumento total. Altos aumentos (p.ex., 100x de imersão) são reservados a frottis sanguíneos (malária) e não para fezes de rotina.
Referências úteis: WHO Bench Aids for the Diagnosis of Intestinal Parasites; CDC DPDx (Intestinal Parasites); Garcia LS. Diagnostic Medical Parasitology, 6ª ed.; Cheesbrough M. District Laboratory Practice in Tropical Countries.
Gabarito: C
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