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Q3653936 Biomedicina - Análises Clínicas
Quanto ao processo de centrifugação utilizado rotineiramente em laboratórios de análises clínicas, é correto afirmar que
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Tema central: Procedimentos de centrifugação em análises clínicas. O objetivo é separar componentes (células, plasma/soro, sedimentos urinários) com reprodutibilidade e biossegurança. Fatores críticos: força centrífuga relativa (FCR ou “g”), tempo, temperatura e tamanho/geração do tubo. A padronização deve usar FCR (não apenas rpm), pois a rpm depende do raio do rotor.

Alternativa correta: E – As principais variáveis para uma centrifugação eficaz são temperatura (ex.: 18–25 ºC para soro/plasma, refrigerada quando indicado), tamanho/tipo do tubo (com/sem gel, materiais), tempo e FCR (“g”). Essa é a base da padronização recomendada por diretrizes como CLSI GP44 (Processamento de amostras de sangue), CLSI GP16 (urina) e ISO 15189. Em prática: plasma com anticoagulante costuma requerer ~1500–2000 g por 10–15 min; urina para sedimento ~400–2000 g por 5–10 min, conforme método e objetivo.

Por que as demais estão incorretas?

A – “Urina e outros líquidos exigem >20.000 rpm”. Incorreta. Essa faixa corresponde a ultracentrifugação, não à rotina clínica. Para sedimento urinário, emprega-se baixa a moderada FCR (≈400–2000 g). Velocidades excessivas podem deformar células e prejudicar a análise do sedimento. Referências: CLSI GP16, manuais de urinálise (Tietz, Brunzel).

B – “Velocidade/tempo independe do fornecedor/modelo”. Incorreta. A rpm não equivale à FCR e varia com o raio do rotor. Parâmetros mudam conforme modelo da centrífuga e tipo de tubo. Devem-se seguir FCR e tempo recomendados pelo fabricante e por diretrizes (CLSI GP44). Estratégia de prova: desconfie de frases absolutas (“independe”).

C – “Uso do freio é recomendável para agilizar”. Incorreta. O freio provoca turbulência, podendo remisturar fases, deslocar gel separador e aumentar hemólise. Em separações sanguíneas, recomenda-se desaceleração natural ou freios suaves, salvo indicação específica. Referências: CLSI GP44, fabricantes de tubos com gel.

D – “Limpeza bimestral/na quebra”. Incorreta. A rotina exige limpeza externa frequente (diária/por turno), descontaminação imediata após derramamentos, e manutenção periódica definida pelo serviço de qualidade. Protocolos de biossegurança (OMS – Laboratory Biosafety Manual; ISO 15190) não recomendam apenas bimestral.

Dicas para acertar questões semelhantes:

  • Priorize FCR (“g”) em vez de rpm; valores de rpm só têm sentido com o raio do rotor.
  • Evite o freio em separações delicadas (plasma/soro).
  • Urina não requer ultracentrifugação; use baixa a moderada FCR.
  • Siga sempre fabricante e CLSI para tempo/força/temperatura e limpeza.

Referências essenciais: CLSI GP44 e GP16; ISO 15189/15190; OMS – Laboratory Biosafety Manual (4ª ed.); Tietz Textbook of Clinical Chemistry; Brunzel – Fundamentos de Urinálise.

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