Trichomonas vaginalis é o causador de uma infecção sexualmen...
I. A investigação laboratorial é essencial na diagnose da patogenia, permitindo diferenciá-la de outras IST. II. Não existe forma cística do protozoário, apenas forma trofozoíta. III. É uma doença de idade reprodutiva e raramente as manifestações clínicas da infecção são observadas antes da menarca e após a menopausa. IV. A tricomoníase pode levar a infertilidade, principalmente em mulheres.
Estão corretas as opções:
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Gabarito: B) I, II, III e IV
Comentário do professor:
Tema central: Esta questão aborda aspectos fundamentais da tricomoníase, infecção causada pelo Trichomonas vaginalis, o protozoário não viral responsável pela IST mais comum mundialmente. Para médico em concursos, exige-se conhecimento dos métodos diagnósticos, biologia do agente e repercussão clínica.
Justificativa da alternativa correta (B):
I) Correta. A investigação laboratorial é indispensável para diagnosticar tricomoníase. O exame a fresco permite visualizar o protozoário móvel, sendo essencial para diferenciar de outras ISTs como candidíase e vaginose bacteriana.
Segundo PCDT IST Ministério da Saúde: “O diagnóstico da tricomoníase é feito por meio da visualização dos protozoários móveis em material do ectocérvice…”.
II) Correta. O T. vaginalis não possui forma cística, apenas a forma trofozoíta (forma vegetativa e infectante), o que diferencia este parasita de outros protozoários intestinais.
III) Correta. A infecção clinicamente manifesta ocorre quase exclusivamente em mulheres em idade reprodutiva, devido a características hormonais e ambientais do trato genital. Meninas antes da menarca e mulheres após menopausa raramente apresentam sintomas.
PCDT IST: “A prevalência é maior em mulheres em idade reprodutiva...”.
IV) Correta. A infecção pode resultar em complicações como doença inflamatória pélvica, favorecendo infertilidade, sobretudo quando não tratada adequadamente. Estudos recentes (UpToDate, 2023) sustentam essa relação causal.
Análise das alternativas incorretas:
A – Incompleta, pois apenas I está correta.
C, D e E – Equivocadas, pois deixam de fora ao menos uma afirmativa verdadeira, contrariando as evidências e diretrizes oficiais.
Estratégias para provas:
Atenção em provas para detalhes epidemiológicos, formas evolutivas do protozoário e repercussão clínica. Palavras como “apenas”, “nunca” ou “sempre” exigem cautela, mas são verdadeiras neste caso porque refletem dados científicos e protocolos.
Segundo o PCDT (2015), “O agente existe exclusivamente na forma de trofozoíta”.
Resumo final: O conhecimento atualizado e domínio dos protocolos facilitam a identificação das respostas corretas e segurança clínica na abordagem das IST.
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