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Q1800549 Medicina
O jornal Folha de S. Paulo noticiou em 29.07.2006 que moradores de Santarém, no Pará, foram contaminados após terem ingerido um suco de frutas que continha fezes de barbeiro ou o próprio animal triturado. Uma das pessoas faleceu. Fato semelhante ocorreu em Santa Catarina em março do ano passado. A partir dessa notícia, um dos leitores elaborou as afirmações seguintes.
I. Essa doença, em sua fase aguda, apresenta sinais e sintomas mais frequentes como: febre, cefaléia, chagoma e sinal de Romana. II. Na transmissão por ingestão do protozoário, a infecção é direta, tirando do ciclo um dos vetores da doença. III. A pessoa que morreu já era portadora do protozoário, pois a doença leva à morte nos casos em que existe reinfestação do hospedeiro definitivo. IV. Certamente existem outras pessoas infectadas com o mal de Chagas em Santarém, caso contrário, a doença não teria aparecido.
Estão corretas somente as afirmações:
Alternativas

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Gabarito: B (I e IV)

Tema central: A questão aborda a Doença de Chagas, enfocando aspectos clínicos da fase aguda e formas de transmissão, especialmente a transmissão oral.

Justificativa para a alternativa correta:

I. Correta. Os sintomas agudos clássicos incluem febre, cefaleia, chagoma (lesão inflamatória no local de entrada do parasito, geralmente cutâneo) e sinal de Romaña (edema palpebral unilateral). Segundo o PCDT de Doença de Chagas do Ministério da Saúde: “Na fase aguda, os principais sinais incluem febre prolongada, dor de cabeça [...] inchaço no rosto [...] lesão semelhante a furúnculo no local da picada” (p. 9).

IV. Correta. Surtos de transmissão oral, como o noticiado, frequentemente acometem mais de um indivíduo, já que ocorre ingestão coletiva do alimento infectado. Por isso é esperado haver outros infectados — padrão epidemiológico de surto alimentar. Conforme relata o PCDT: “Ocorrência de surtos [...] especialmente na transmissão oral” (p. 10).

Análise das alternativas incorretas:

II. Incorreta. O ciclo do Trypanosoma cruzi não envolve vetor na transmissão oral, mas isso não “retira” o barbeiro como vetor no ciclo natural: ambas as formas de transmissão podem coexistir. O ciclo biológico continua dependente do vetor para perpetuação na natureza.

III. Incorreta. O óbito não é consequência de reinfestação: a forma aguda, especialmente por transmissão oral, costuma ser mais grave e pode levar ao óbito mesmo na infecção primária. Mortalidade não depende de já ser portador ou de reinfecção, conforme evidenciado pela literatura.

Estrategia nas provas: Identifique palavras como "direta", "retira do ciclo", "já era portadora" e “certamente”, pois podem ser pegadinhas. Atenção à diferença entre transmissão vetorial e oral, e lembre sempre de analisar o contexto epidemiológico nas questões clínicas.

Resumindo: Ao focar nos sintomas clássicos da fase aguda e no padrão epidemiológico de surto, você acerta questões semelhantes em provas de concursos públicos para médico.

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Gabarito: B

b

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