O conhecimento profundo sobre os mecanismos de ação, toxicid...

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Q3770049 Farmácia
O conhecimento profundo sobre os mecanismos de ação, toxicidade e aplicações terapêuticas dos medicamentos é essencial para os farmacêuticos, que precisam entender as interações entre os compostos químicos e os sistemas biológicos. Esse conhecimento permite uma assistência farmacêutica segura e eficaz, prevenindo efeitos adversos e garantindo o uso racional dos medicamentos. Considerando esse contexto, qual das alternativas a seguir explica corretamente o mecanismo de ação de um anti-inflamatório não esteroidal (AINE) e suas possíveis implicações tóxicas?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a inibição geralmente reversível de COX-1 e COX-2 pelos AINEs clássicos, com redução de prostaglandinas; no enunciado, isso se traduz em perda da proteção gástrica e risco de lesão gastrointestinal, o que confirma a alternativa C.

Tema central: AINEs e toxicidade gastrointestinal
Análise das alternativas
A
Errada
Erra ao generalizar que os AINEs inibem irreversivelmente a COX-2. O conhecimento farmacológico consolidado é que a maioria dos AINEs inibe COX de forma reversível, e a exceção clássica de irreversibilidade é a aspirina. Também desloca a implicação tóxica principal do mecanismo cobrado: a consequência típica da redução de prostaglandinas protetoras é gastrointestinal, não hepatotoxicidade como efeito central esperado nessa questão.
B
Errada
Erra a relação entre isoenzima e toxicidade. A COX-1 participa da proteção da mucosa gástrica; portanto, sua inibição seletiva não reduz efeitos gastrointestinais, e sim favorece lesão da mucosa. Além disso, o maior risco cardiovascular está relacionado à seletividade para COX-2, não para COX-1. A alternativa inverte os perfis farmacológicos.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve o padrão geral dos AINEs não seletivos: eles inibem COX-1 e COX-2, em geral de modo reversível, reduzindo a síntese de prostaglandinas. Isso explica simultaneamente o efeito terapêutico anti-inflamatório e o efeito adverso clássico cobrado na questão: a perda das prostaglandinas com função citoprotetora gástrica compromete a defesa da mucosa, a secreção de muco e bicarbonato e a perfusão local, favorecendo gastrite, erosões, úlceras e sangramento gastrointestinal.
D
Errada
Afirma o oposto do mecanismo real. AINEs não estimulam COX-1 e COX-2; eles as inibem para reduzir a síntese de prostaglandinas. Também é falsa a ideia de prevenção de toxicidade renal, porque a redução de prostaglandinas renais pode diminuir a perfusão renal e precipitar lesão renal em pacientes suscetíveis.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões clássicas: tomar a irreversibilidade da aspirina como se valesse para todos os AINEs e trocar o perfil de COX-1 com o de COX-2, especialmente na relação entre proteção gástrica e risco cardiovascular.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão cobrar AINE clássico, pense primeiro em inibição de COX-1 e COX-2 com redução de prostaglandinas.
  • Quando aparecer toxicidade ligada ao mecanismo geral dos AINEs, a associação mais direta é perda de prostaglandinas gastroprotetoras e lesão gastrointestinal.
  • Irreversibilidade não é regra dos AINEs; a exceção clássica é a aspirina.
  • Seletividade por COX-2 tende a reduzir toxicidade gastrointestinal relativa; inibição de COX-1 não é estratégia de proteção gástrica.

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