Em programas de reabilitação do joelho após reparo meniscal...

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Q3916629 Medicina
Em programas de reabilitação do joelho após reparo meniscal, a conduta mais adequadamente alinhada aos princípios descritos é:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Após reparo meniscal, a reabilitação inicial deve proteger a sutura contra forças de cisalhamento, compressão excessiva em flexão profunda e estresse rotacional tibiofemoral. No caso cobrado, isso se traduz em restringir carga e flexão além de 90° nas fases iniciais, com progressão gradual conforme a evolução funcional e o protocolo cirúrgico, o que sustenta o gabarito C.

Tema central: Proteção do reparo meniscal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque liberar precocemente a mobilidade rotacional tibiofemoral contraria a proteção biomecânica do reparo. A rotação gera cisalhamento sobre o menisco suturado, sendo justamente um dos movimentos que tendem a ser evitados nas fases iniciais. A confusão aqui é trocar prevenção de rigidez por liberação de um movimento que estressa especificamente a sutura meniscal.
B
Errada
Está errada porque associa duas fontes de sobrecarga precoce: apoio total imediato e exercícios em cadeia cinética fechada com flexão profunda já na primeira semana. O problema médico não é a cadeia cinética fechada de forma isolada, mas a combinação com grande amplitude de flexão sob carga, que aumenta a compressão meniscal tibiofemoral, especialmente inadequada no início da cicatrização do reparo.
C
Certa
A alternativa C traduz o princípio central da reabilitação inicial após reparo meniscal: proteger a sutura enquanto ocorre a cicatrização. A limitação de carga e da flexão além de 90° reduz forças compressivas e de cisalhamento sobre o menisco reparado, especialmente nas posições de flexão profunda. Além disso, a progressão por critérios funcionais está de acordo com o fato de que não há avanço acelerado universal; a evolução depende da resposta clínica e do procedimento realizado.
D
Errada
Está errada porque fortalecimento resistido amplo e precoce de isquiotibiais não é prioridade na fase inicial de proteção tecidual e pode aumentar forças mecânicas indesejáveis sobre estruturas posteriores do joelho e sobre o menisco reparado. O erro é propor resistência agressiva em momento em que o objetivo é preservar a sutura e recuperar função de modo seguro.
E
Errada
Está errada porque pliometria na quarta semana é incompatível com a fase inicial após reparo meniscal. Esse tipo de atividade envolve impacto, desaceleração e controle rotacional, exigências mecânicas que aumentam o estresse sobre o menisco suturado. Pliometria e retorno ao gesto esportivo pertencem a fases mais tardias, após consolidação clínica e funcional adequada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre reabilitação após reparo meniscal e protocolos mais liberais, como os de meniscectomia parcial, além de induzir o erro de achar que mobilização agressiva precoce, cadeia cinética fechada em flexão profunda ou propriocepção por pliometria sempre são benéficas independentemente da estrutura reparada.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se houve reparo ou ressecção meniscal; reparo exige proteção da sutura na fase inicial.
  • Em pós-reparo meniscal, desconfie de alternativas com rotação precoce, flexão profunda sob carga, apoio irrestrito imediato ou impacto precoce.
  • O erro de muitas alternativas não está no exercício em si, mas no momento pós-operatório, na amplitude e na carga aplicadas.
  • Quando a opção fala em progressão gradual conforme critérios funcionais, ela tende a refletir melhor os princípios de reabilitação protetora.

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