Um atleta amador de 28 anos, praticante regular de crossfit...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3916618 Medicina
Um atleta amador de 28 anos, praticante regular de crossfit, sofreu uma queda sobre a mão espalmada durante um treino e foi diagnosticado com fratura distal do rádio. Ele foi imobilizado no pronto-socorro com gesso circular axilopalmar e orientado a retornar para reavaliação em 7 dias. Após 24 horas, o paciente retorna ao serviço de emergência referindo dor intensa e progressiva no antebraço, que não melhora com analgesia, acompanhada de parestesia nos dedos e palidez da mão.
Considerando o quadro, a conduta mais correta é:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: C

Fundamento decisivo: Dor intensa e progressiva, desproporcional e refratária à analgesia, associada a parestesia e palidez distal nas primeiras 24 horas após gesso circular em fratura distal do rádio indica forte suspeita de compressão neurovascular por imobilização apertada. Nessa situação, a conduta correta é abrir imediatamente o gesso para descompressão e reavaliar a perfusão distal.

Tema central: Complicação neurovascular do gesso
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque intensificar analgesia não corrige a compressão responsável pelo quadro. Dor refratária associada a parestesia e palidez após gesso exige descompressão e reavaliação neurovascular, não alta após controle sintomático.
B
Errada
Está errada porque o quadro descrito ultrapassa o desconforto esperado das primeiras 48 horas. A progressão da dor junto com sinais neurológicos e vasculares distais afasta a interpretação de adaptação normal ao gesso e impõe intervenção imediata.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque atua sobre a causa provável do quadro: compressão extrínseca pelo gesso circular em contexto de edema pós-trauma. A combinação de dor progressiva não aliviada, parestesia e palidez distal não corresponde a desconforto habitual de imobilização, mas a comprometimento neurovascular compressivo com risco de isquemia e déficit neurológico. Abrir imediatamente o gesso é a medida inicial apropriada para aliviar a pressão e permitir reavaliação clínica distal.
D
Errada
Está errada porque manter o gesso fechado perpetua a causa compressiva. Gelo e elevação podem ser adjuvantes para edema simples, mas são insuficientes quando já há sinais de comprometimento neurovascular; priorizar a manutenção da redução acima da perfusão distal é tecnicamente inadequado.
E
Errada
Está errada porque o diagnóstico inicial é clínico e a descompressão não deve ser adiada para exame complementar. Solicitar apenas Doppler e aguardar liberação posterga a medida necessária diante de forte suspeita de compressão neurovascular por gesso.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de tratar dor nas primeiras 24-48 horas após fratura e gesso como algo esperado, mesmo quando ela é progressiva, desproporcional e acompanhada de parestesia e palidez; esses achados mudam completamente a conduta para descompressão imediata.
Dica para questões semelhantes
  • Após imobilização gessada, dor progressiva desproporcional e refratária à analgesia deve ser lida como sinal de alarme, não como desconforto rotineiro.
  • Se houver parestesia ou palidez distal sob gesso circular, pense primeiro em comprometimento neurovascular compressivo e alivie a pressão.
  • Em urgência ortopédica com suspeita clínica forte de compressão por gesso, exame complementar não deve atrasar a medida descompressiva.
  • Manutenção da redução da fratura não tem prioridade sobre perfusão distal e integridade neurológica.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo