Uma mulher de 55 anos de idade procura o ginecologista para ...
Uma mulher de 55 anos de idade procura o ginecologista para tirar dúvidas a respeito da menopausa e de suas alterações. Um paciente relata ter ganho observado de peso após a menopausa, indisposição para realizar atividades físicas por dores articulares e comprometimento da qualidade de vida pela insônia recorrente, agravada pelos fogachos noturnos. Preocupa-se especialmente com os problemas no coração, já que o marido dela, cinco anos mais velho, sofreu o primeiro infarto há um mês.
Considerando o caso clínico de caráter motivador, as alterações metabólicas e requerentes inerentes à menopausa e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
O benefício do HDL mais elevado, encontrado nas mulheres durante o menacme, é complemento menor na pós-menopausa. Então, homens e mulheres da mesma faixa etária passam a ter o mesmo risco para doença isquêmica.
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Gabarito Comentado:
Tema central: O foco da questão é o aumento do risco cardiovascular em mulheres após a menopausa, relacionado à perda do efeito protetor hormonal sobre o perfil lipídico.
Explicação detalhada:
Durante o menacme, mulheres apresentam níveis mais elevados de HDL (colesterol “bom”), em parte devido ao efeito dos estrogênios. Este perfil lipídico, associado ao estímulo hormonal, concede proteção significativa contra eventos cardiovasculares em mulheres até a menopausa—fazendo com que elas tenham, estatisticamente, menor risco em relação aos homens.
Com a chegada da menopausa e a significativa queda dos estrogênios endógenos, ocorre um declínio no HDL e elevação do LDL (“colesterol ruim”). Como destacado no Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa do Ministério da Saúde: “Mulheres com dislipidemia devem ser orientadas para uma dieta com ingestão diária de menos de 30% de gordura...” Essa preocupação ilustra a nova realidade metabólica da mulher nesta fase.
Estudos em cardiologia confirmam: a proteção cardiovascular feminina diminui após a menopausa e o risco para doença isquêmica se iguala ao dos homens da mesma faixa etária (Revista Portuguesa de Cardiologia, 2022).
Análise das alternativas:
- C) certo: Correta. Reflete o entendimento de que, com a menor influência do HDL pós-menopausa, homens e mulheres têm riscos semelhantes para doença isquêmica.
- E) errado: Incorreta. Ignorar essa transformação fisiológica pós-menopausa seria negligenciar evidências robustas e as recomendações oficiais.
Dicas para prova:
Atente-se a frases como “igualdade de risco entre homens e mulheres após menopausa”. São embasadas na fisiopatologia da perda do protetor estrogênico. Termos como “passam a ter o mesmo risco” podem parecer sutis, mas refletem um importante conceito epidemiológico para questões de concursos.
Resumo final: Menopausa reduz a proteção lipídica feminina, equiparando risco cardiovascular ao sexo masculino. A resposta correta é C) certo.
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Comentários
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O ciclo menstrual é muito importante para o metabolismo, quando os ovários entram em falência, a chance da mulher para doença isquêmica é maior.
Principalmente maior que dos homens na mesma faixa etária!! Questão está errada!!
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