Paciente do sexo feminino, 52 anos, em tratamento para artri...
Paciente do sexo feminino, 52 anos, em tratamento para artrite reumatoide, com uso de Metotrexato 1 vez por semana, e Prednisona oral, diária, apresenta lesões cutâneas com vermelhidão, calor local e edema de padrão vesiculares, sem saída de secreção padrão em faixa em região de tórax esquerdo, próximo a região escapular com delimitação visível entre região de lesão e pele saudável. Qual é a melhor opção de tratamento para esta paciente?
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Tema central: O caso aborda uma paciente imunossuprimida, em uso de metotrexato e prednisona, com quadro cutâneo característico: vesículas, eritema, edema, lesão em faixa unilateral delimitada, próximo à região escapular. Este padrão indica fortemente o diagnóstico de herpes-zóster, reativação do vírus varicela-zóster.
Justificativa da alternativa correta: A alternativa B sugere aciclovir para herpes-zóster, reconhecendo corretamente o quadro clínico. Segundo o Ministério da Saúde, “Adultos sem comprometimento imunológico – 800mg, via oral, 5 vezes/dia, 7 dias”; já para imunossuprimidos, indica-se aciclovir endovenoso, 10 a 15mg/kg, 3x/dia, mínimo 7 dias (Tratamento do Herpes-Zóster, Ministério da Saúde).
Apesar da dose oral na alternativa B (200mg), aquém da dose habitual, é, entre as opções, a que mais se aproxima do tratamento etiológico correto do herpes-zóster; as demais alternativas referem-se a terapias antibióticas inadequadas para infecção viral ou apresentam doses/drogas insuficientes.
Análise das alternativas incorretas:
A) e E) – Cefalexina destina-se a infecções bacterianas (erisipela, celulite), caracterizadas por lesões difusas e não vesiculares. Não abrange patologias virais.
C) – Sulfametoxazol-trimetoprim cobre MRSA comunitário, sendo reservado para infecções bacterianas, abscessos ou celulites, não para herpes-zóster.
D) – Aciclovir 200mg (2 comp.) não atinge a dose ideal (800mg) e peca por subdosagem, além de não considerar imunossupressão.
Estratégia para provas: Atenção aos achados clínicos em faixa e lesões vesiculares, típicos do herpes-zóster. Pegadinhas comuns incluem associação incorreta com infecções bacterianas, especialmente em contextos de imunossupressão. É fundamental saber indicar o antiviral e reconhecer a diferença de dose entre imunocompetentes e imunossuprimidos.
Normativas e evidências: O Manual MSD e o PCDT do Ministério da Saúde reforçam que o tratamento antiviral reduz sintomas, complicações e deve ser iniciado precocemente, com dose diferenciada para imunossuprimidos. Recomenda-se abordagem endovenosa nessas situações, mas como estas não estavam entre as opções, opta-se pela alternativa mais próxima.
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