O médico deve registrar o código internacional da doença qua...
diversas naturezas. Esses são, muitas vezes, motivo de
encaminhamento de denúncias e sindicâncias no âmbito dos
conselhos de medicina. Logo, convém que o profissional conheça
as leis e normas que regem o bom uso desse documento, como é
o caso da Resolução CFM n.º 1.658/2002. Julgue os itens a
seguir, tendo como base a referida resolução.
Gabarito comentado
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O tema central desta questão é a elaboração de atestados médicos e a importância de seguir as normas éticas estabelecidas, especificamente a Resolução CFM n.º 1.658/2002. Essa resolução orienta sobre a conduta adequada na emissão de documentos médicos, algo particularmente relevante para médicos cardiologistas, que frequentemente lidam com atestados relacionados a doenças crônicas e incapacitantes.
No enunciado, é afirmado que o médico deve registrar o código internacional da doença (CID) ao elaborar um documento médico. Entretanto, de acordo com a Resolução CFM n.º 1.658/2002, essa prática não é obrigatória, a menos que o paciente solicite. O principal objetivo é proteger a privacidade do paciente, garantindo que informações sensíveis não sejam compartilhadas sem consentimento.
A alternativa correta é, portanto, Errado. A Resolução CFM especifica que a inclusão do CID é opcional e depende do desejo do paciente, exceto em casos específicos como atestados destinados a seguradoras ou para fins legais, onde a informação pode ser necessária.
Por que a alternativa está correta:
- Proteger a confidencialidade do paciente é um princípio fundamental da ética médica.
- A Resolução CFM n.º 1.658/2002 estabelece que o uso do CID é opcional e sujeito ao consentimento do paciente.
- Evita-se a divulgação indevida de informações que podem prejudicar o paciente em contextos profissionais e pessoais.
Análise das alternativas incorretas:
- Se a alternativa tivesse sido "certo", isso indicaria um entendimento incorreto do papel do CID na emissão de atestados médicos.
- Implicaria em uma obrigatoriedade generalizada da inclusão do CID, o que não estaria em conformidade com as diretrizes do CFM.
Compreender essas nuances é essencial para o exercício ético da Medicina, especialmente em áreas sensíveis como a cardiologia, onde diagnósticos e tratamentos envolvem questões delicadas de saúde pessoal e profissional.
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