O ultrassom é rotineiramente incorporado na avaliação de pac...

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Q3908256 Medicina
O ultrassom é rotineiramente incorporado na avaliação de pacientes com uma variedade de traumas, cuidados críticos ou distúrbios cirúrgicos de emergência. Sobre esse tema, analise as assertivas abaixo:
I. Para o exame de avaliação focada com ultrassonografia em trauma (FAST), utiliza-se um transdutor com formato setorial ou convexo (baixa frequência: 2,5–5,0 MHz) para visualizar o espaço pericárdico e regiões relativamente profundas na cavidade abdominal (fossa hepatorrenal, recesso esplenorrenal e pelve).
II. Um exame FAST negativo em paciente hipotenso com trauma contuso, especialmente em caso de fratura pélvica, dispensa a necessidade de realização de um segundo exame FAST.
III. O objetivo principal na avaliação torácica do exame FAST estendido é detectar um pneumotórax ou hemotórax na cavidade pleural.
IV. A avaliação do estado de volume intravascular durante a ressuscitação pode ser estimada medindo o diâmetro e a colapsabilidade da veia cava inferior usando ultrassom.
Quais estão corretas? 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A resolução depende de reconhecer a prática consolidada do FAST/eFAST e do uso da VCI na ressuscitação: o FAST utiliza transdutor de baixa frequência para avaliar pericárdio e recessos abdominais profundos; o eFAST acrescenta a avaliação pleural para pneumotórax e hemotórax; e a VCI pode auxiliar na estimativa do estado volêmico. A assertiva II é a única incompatível, porque um FAST negativo em paciente hipotenso com trauma contuso não exclui hemorragia nem dispensa reavaliação, especialmente em fratura pélvica. Assim, corretas: I, III e IV.

Tema central: FAST e eFAST no trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque exclui a assertiva IV, que é verdadeira. O ultrassom da veia cava inferior pode auxiliar na estimativa do estado volêmico por meio do diâmetro e da colapsabilidade/variação respiratória. A limitação do método não o torna falso; apenas impede tratá-lo como medida absoluta.
B
Errada
Está errada porque inclui a assertiva II, que é falsa. Em paciente hipotenso com trauma contuso, um FAST inicial negativo não exclui sangramento relevante nem dispensa repetição do exame ou avaliação complementar. Isso é ainda mais importante quando há fratura pélvica, cenário em que pode existir hemorragia pélvica ou retroperitoneal não demonstrada como líquido intraperitoneal no primeiro FAST.
C
Errada
Está errada pelo mesmo motivo central: inclui a assertiva II, que é incompatível com a interpretação correta do FAST em trauma instável. Além disso, exclui I e III, que são verdadeiras. O erro médico decisivo é assumir que FAST negativo encerra a investigação em hipotensão pós-trauma contuso.
D
Certa
A alternativa D é a correta porque reúne exatamente as assertivas compatíveis com o uso consolidado da ultrassonografia no trauma. A I está correta: o FAST avalia pericárdio e recessos abdominais profundos com transdutor setorial ou convexo de baixa frequência, adequado para estruturas profundas. A III também está correta: o eFAST amplia o exame para a cavidade pleural com o objetivo principal de detectar pneumotórax e hemotórax. A IV está correta porque o diâmetro da veia cava inferior e sua variação respiratória podem ser usados como estimativa ultrassonográfica dinâmica do estado de volume intravascular, ainda que com limitações e sem substituir a avaliação clínica global. A II é a única incorreta, o que faz da alternativa D a única composição válida.
E
Errada
Está errada porque incorpora a assertiva II. Embora III e IV sejam verdadeiras, a alternativa fica invalidada pelo falso pressuposto de que um FAST negativo em paciente hipotenso com trauma contuso dispensa novo exame. Essa conclusão é tecnicamente inadequada porque o FAST pode ser inicialmente negativo diante de pequeno volume de líquido, evolução temporal da hemorragia ou sangramento pélvico/retroperitoneal.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre FAST negativo e exclusão definitiva de hemorragia no trauma instável. Essa interpretação é falsa, especialmente na presença de fratura pélvica ou possível sangramento retroperitoneal, situações que podem não aparecer no FAST inicial.
Dica para questões semelhantes
  • No FAST, associe transdutor de baixa frequência a avaliação de estruturas profundas: pericárdio, hepatorrenal, esplenorrenal e pelve.
  • Em trauma contuso com hipotensão, FAST negativo não encerra raciocínio de hemorragia; pense em repetição seriada e em fontes não intraperitoneais, como pelve e retroperitônio.
  • Quando a questão mencionar eFAST torácico, o alvo principal é pesquisa pleural de pneumotórax e hemotórax.
  • Se aparecer VCI na ressuscitação, o ponto correto costuma ser estimativa dinâmica do estado volêmico, não definição isolada e absoluta.

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