Qual é a função sintática da oração subordinada substantiva...
“Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei.” (1º parágrafo)
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Tema central: Função sintática das orações subordinadas substantivas. Para resolver a questão, é essencial compreender como uma oração subordinada pode exercer funções típicas dos substantivos, sendo particularmente necessário identificar quando ela funciona como objeto direto.
▶ Justificativa da alternativa correta (B – Objeto direto):
No trecho: “Espero que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei.”
A oração destacada “que o material original ainda exista” completa o sentido do verbo “espero”. Segundo a norma-padrão, o verbo esperar é transitivo direto. O complemento (sem preposição) que responde à pergunta “Espero o quê?” é exatamente essa oração. Logo, ela exerce a função de objeto direto.
Evanildo Bechara explica que as orações subordinadas substantivas objetivas diretas funcionam como substantivos e completam verbos transitivos diretos (Moderna Gramática Portuguesa). Celso Cunha e Lindley Cintra reforçam que, nesse caso, o verbo não exige preposição.
Atenção! Uma das maiores pegadinhas é confundir a função de sujeito com a de objeto. Aqui, o sujeito está oculto (eu), e a oração atendendo ao verbo é complemento, não sujeito.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Sujeito: Incorreta. O sujeito de "espero" é oculto "eu", não a oração grifada.
- C) Predicativo do sujeito: Incorreta. A oração não atribui característica nem ao sujeito, nem ao objeto.
- D) Aposto enumerativo: Incorreta. Não enumera, explica ou aprofunda substantivo.
- E) Complemento nominal: Incorreta. Não complementa o significado de nome, mas de verbo.
Estratégia para provas: Em orações subordinadas substantivas, verifique sempre qual termo pede complemento: se for verbo transitivo direto, a oração será normalmente objeto direto. Procure responder à pergunta “o quê?” para identificar essa função.
Conclusão: A alternativa correta é B) Objeto direto, pois a oração completa o sentido de “espero”, funcionando como objeto direto.
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O verbo "Espero" é um verbo transitivo direto. Ele pede um complemento que complete seu sentido. A oração subordinada "que o material original ainda exista e seja tão lindo quanto a versão que testemunhei" funciona como esse complemento, respondendo à pergunta "Espero o quê?".
Resumindo, é o OBJETO DIRETO
o objeto direto é um termo essencial da oração que completa o sentido de um verbo transitivo direto, indicando o alvo da ação verbal. Ele se liga diretamente ao verbo, quase que na maioria das vezes sem o uso de preposições.
Como Identificar o Objeto Direto?
Para identificar o objeto direto em uma frase, você pode fazer a seguinte pergunta ao verbo: "O quê?" ou "Quem?". A resposta a essa pergunta será o objeto direto.
Exemplos:
"Eu li um livro." (Li o quê? - um livro)
"Ela abraçou o amigo." (Abraçou quem? - o amigo)
"Eles compraram uma casa." (Compraram o quê? - uma casa)
Resumindo.
Para resolver sempre tente trocar o que por "os quais/o qual" ou "isso"
Deu certo no "os quais" = Oração subordinada adjetiva explicativa.
Deu certo no "isso" = Oração subordinada substantiva.
Logo após, Reescreva a frase substituindo por "isso", logo = Espero isso.
A partir disso faça a análise sintática da frase "Espero isso"
Sujeito oculto, pois quem espero? Eu.
Quem espera, espera alguma coisa. Espera "Isso", logo o "isso" é objeto direto.
Eu espero.. Espera o que? ISSO
rev
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