Os níveis de artrodese mais comuns em uma escoliose idiopát...

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Q4153360 Medicina

Os níveis de artrodese mais comuns em uma escoliose idiopática do adolescente (EIA), classificada por Lenke como tipo 3C, são: 

Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Lenke 3C corresponde a curva dupla maior, com curva torácica principal estrutural e curva toracolombar/lombar estrutural, além de modificador lombar C; por isso, a artrodese habitualmente inclui ambas as curvas estruturais, com início proximal típico em T4/T5 e extensão distal até L3/L4, o que afasta as opções que terminam em T12/L1 ou que começam em T1/T2 como padrão mais comum.

Tema central: Artrodese na escoliose Lenke 3C
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está no nível proximal. Em Lenke 3C, a extensão distal até L3/L4 é compatível com a necessidade de incluir a curva lombar estrutural, mas iniciar rotineiramente em T1/T2 não corresponde ao padrão mais comum de vértebra instrumentada proximal nas curvas duplas maiores da EIA. A base sustenta que o início habitual é T4/T5.
B
Certa
A alternativa B corresponde ao padrão habitual de fusão na escoliose idiopática do adolescente classificada como Lenke 3C. Na Lenke 3, há duas curvas estruturais relevantes, torácica e toracolombar/lombar, e o modificador C indica maior desvio lombar em relação à linha sacral vertical central, o que reforça a necessidade de incluir a curva lombar na artrodese. Por isso, o término distal costuma alcançar L3 ou L4. O nível proximal mais comum, nesse contexto, é T4 ou T5, e não T1 ou T2 como regra geral.
C
Errada
Está incorreta porque termina em T12/L1, o que não contempla adequadamente a curva toracolombar/lombar estrutural da Lenke 3C. Como se trata de curva dupla maior com modificador lombar C, uma fusão curta torácica deixaria segmento estrutural relevante fora da artrodese.
D
Errada
Apesar de acertar o nível proximal mais comum, erra o ponto decisivo da questão: a extensão distal. Em Lenke 3C, a curva lombar é estrutural e o modificador C reforça a necessidade de descer mais distalmente, tipicamente até L3 ou L4. Parar em T12/L1 é inadequado para esse padrão.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre Lenke 3C e um padrão de fusão seletiva torácica: quem ignora que a curva lombar também é estrutural pode escolher opções que terminam em T12/L1; outra armadilha é supervalorizar início muito proximal em T1/T2, quando o padrão mais comum é T4/T5.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se a classificação de Lenke descreve curva única estrutural ou curva dupla maior; isso define se a fusão pode ser seletiva ou deve incluir mais de um segmento.
  • Quando o subtipo for Lenke 3, lembre que a curva torácica e a toracolombar/lombar são estruturais, então terminar a artrodese em T12/L1 tende a estar errado.
  • O modificador lombar C não é detalhe secundário: ele favorece extensão distal maior, frequentemente até L3 ou L4.
  • Na dúvida entre opções semelhantes, diferencie o que é padrão mais comum de nível proximal: para curvas duplas maiores, a base aponta T4/T5 como início habitual, não T1/T2.

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