Qual das figuras de linguagem listadas a seguir foi utilizad...
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Tema central: Esta questão trabalha figuras de linguagem, conteúdo recorrente em provas para Oficial Administrativo, importante para o domínio da interpretação de textos conforme a norma-padrão.
No trecho analisado – “Era um leitor tão voraz...” – a palavra voraz, normalmente relacionada ao ato de comer (paladar), é empregada para qualificar a leitura, atividade ligada à visão. Essa associação caracteriza a SINESTESIA, que é a união de sensações originadas de diferentes sentidos do corpo humano, tornando a linguagem mais expressiva.
Regra da sinestesia, segundo a gramática: “Sinestesia é a figura que consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.” (CUNHA & CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo)
Exemplo clássico: “Escuto com os olhos cheios de lágrimas.” (olhar: visão / escutar: audição)
Análise das alternativas:
A) Sinestesia: Correta. O uso de “voraz” para leitura mistura sentidos (paladar e visão), encaixando-se com precisão no conceito da sinestesia.
B) Eufemismo: Errada. Eufemismo suaviza expressões desagradáveis, o que não ocorre na frase citada.
C) Ironia: Errada. Ironia é dizer o oposto do que se quer, geralmente de modo sarcástico, o que não ocorre aqui.
D) Pleonasmo: Errada. Pleonasmo é a repetição proposital de ideias ou palavras, inexistente no trecho analisado.
E) Comparação: Errada. Comparação exige conectivos como “como”, “tal qual”, o que não aparece nesse caso; não há relação explícita de semelhança.
Orientação: Ao encontrar expressões que misturam características sensoriais (ex: “doce presença”, “voz áspera”, “olhar frio”), pense imediatamente em sinestesia. É uma pegadinha recorrente exigindo atenção aos detalhes dos sentidos envolvidos!
Referências: Cunha & Cintra e Evanildo Bechara – Figuras de linguagem.
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Vamos analisar cada alternativa para entender por que a correta é Comparação:
Sinestesia: Essa figura ocorre quando há mistura de sensações de sentidos diferentes, como “um gosto amargo de saudade” – onde o olfato, o paladar, etc., se misturam. Em “Era um leitor tão voraz [...]”, não há essa combinação sensorial.
Eufemismo: É a suavização de uma realidade considerada dura ou inconveniente, substituindo termos explícitos por expressões mais delicadas. Por exemplo, dizer “passou desta para melhor” em vez de “morreu”. Na frase em análise, o adjetivo “voraz” expressa intensidade sem suavizar nenhum conceito, logo não se trata de eufemismo.
Ironia: Ironia acontece quando se afirma algo usando palavras com o sentido oposto ou contrastante à intenção real, frequentemente com um tom de sarcasmo. “Era um leitor tão voraz” não carrega essa antítese de sentido; está afirmando de forma direta a característica do leitor, não havendo contradição entre o que se diz e o que se quer dizer.
Pleonasmo: Essa figura consiste na repetição desnecessária de uma ideia ou na redundância de termos para reforço, como em “subir para cima”. A expressão “leitor tão voraz” não tem elementos redundantes; “voraz” é um adjetivo que qualifica o tipo de leitura, sem repetir a ideia já inerente à leitura.
Comparação: Apesar de a comparação, em seu sentido mais clássico, exigir um termo comparativo (como “como”, “tal qual”), ela consiste em atribuir a uma coisa qualidades de outra mediante uma associação. Ao dizer “leitor tão voraz”, o autor sugere que o leitor consome os livros com a mesma intensidade e rapidez que um animal voraz devora sua presa – ou seja, ele estabelece uma relação implícita entre a voracidade da leitura e a voracidade encontrada no reino animal. Mesmo sem o uso explícito de “como”, a ideia subjacente é de comparação, que na análise dos enunciados figurados pode ser reconhecida nesse recurso.
Portanto, dentre as alternativas apresentadas, a figura de linguagem escolhida para evidenciar a intensidade do hábito de leitura do personagem é Comparação.
Pessoa, aqui preto no branco. Voraz lembra de um animal voraz, que devora. Leitor voraz é aquele que "devora livros", lê muito. Sinestesia mistura sentidos, neste caso a questão misturou a visão (leitura) com paladar (devorar).
“Se eu tivesse 8 horas para cortar uma árvore, gastaria 6 horas afiando meu machado,” Abraham Lincoln
A palavra “voraz” normalmente é usada para quem devora comida com muita fome.
Aqui, ela é aplicada figuradamente a “leitor”, indicando alguém que lê muito, com avidez, com “fome” de leitura.
Ou seja, há transferência de sentido entre domínios diferentes: o ato de comer → o ato de ler.
Metáfora, pois há transferência de significado (leitor “voraz” = leitor que lê com intensidade).
Na lista apresentada, “metáfora” não aparece.
Entre as alternativas dadas, nenhuma corresponde exatamente à metáfora — porém, vejamos:
AlternativaDefiniçãoAplica-se aqui?A) Sinestesiamistura de sensações❌ NãoB) Eufemismosuavização de ideia❌ NãoC) Ironiasentido oposto ao literal❌ NãoD) Pleonasmorepetição de ideias❌ NãoE) Comparaçãousa conectivo comparativo (“como”, “tal qual” etc.)❌ Não (não há “como”)
Gab A
Tema central: Esta questão trabalha figuras de linguagem, conteúdo recorrente em provas para Oficial Administrativo, importante para o domínio da interpretação de textos conforme a norma-padrão.
No trecho analisado – “Era um leitor tão voraz...” – a palavra voraz, normalmente relacionada ao ato de comer (paladar), é empregada para qualificar a leitura, atividade ligada à visão. Essa associação caracteriza a SINESTESIA, que é a união de sensações originadas de diferentes sentidos do corpo humano, tornando a linguagem mais expressiva.
Regra da sinestesia, segundo a gramática: “Sinestesia é a figura que consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.” (CUNHA & CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo)
Exemplo clássico: “Escuto com os olhos cheios de lágrimas.” (olhar: visão / escutar: audição)
Análise das alternativas:
A) Sinestesia: Correta. O uso de “voraz” para leitura mistura sentidos (paladar e visão), encaixando-se com precisão no conceito da sinestesia.
B) Eufemismo: Errada. Eufemismo suaviza expressões desagradáveis, o que não ocorre na frase citada.
C) Ironia: Errada. Ironia é dizer o oposto do que se quer, geralmente de modo sarcástico, o que não ocorre aqui.
D) Pleonasmo: Errada. Pleonasmo é a repetição proposital de ideias ou palavras, inexistente no trecho analisado.
E) Comparação: Errada. Comparação exige conectivos como “como”, “tal qual”, o que não aparece nesse caso; não há relação explícita de semelhança.
Orientação: Ao encontrar expressões que misturam características sensoriais (ex: “doce presença”, “voz áspera”, “olhar frio”), pense imediatamente em sinestesia. É uma pegadinha recorrente exigindo atenção aos detalhes dos sentidos envolvidos!
Referências: Cunha & Cintra e Evanildo Bechara – Figuras de linguagem.
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