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Q4153350 Medicina

Na artroplastia total de quadril, a ocorrência de ossificação heterotópica é mais frequente quando se utiliza o acesso

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão cobra a relação entre via de acesso na artroplastia total de quadril e ossificação heterotópica. Pela base de decisão, acessos laterais/anterolaterais, com maior manipulação de abdutores e partes moles periarticulares, têm maior incidência dessa complicação do que os acessos posteriores/posterolaterais; por isso, a alternativa C é a correta.

Tema central: Via de acesso na ATQ
Análise das alternativas
A
Errada
O acesso posterior não é o mais classicamente relacionado à maior frequência de ossificação heterotópica. Em comparação com o anterolateral, há menor agressão aos abdutores e às estruturas anteriores/laterais, que são as mais implicadas nessa complicação. A confusão comum aqui é trocar a complicação típica mais lembrada do acesso posterior, como maior risco de luxação, pela de ossificação heterotópica.
B
Errada
O acesso posterolateral, assim como o posterior, não é o padrão clássico de maior incidência de ossificação heterotópica quando comparado às vias laterais/anterolaterais. O critério de exclusão é o mesmo: a associação mecanística e tradicional de prova favorece maior risco quando há maior manipulação das partes moles laterais e dos abdutores, o que aponta para o anterolateral, não para o posterolateral.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o acesso anterolateral é classicamente o mais associado, entre as opções dadas, a maior frequência de ossificação heterotópica após ATQ. O fundamento médico é fisiopatológico: maior trauma muscular, sangramento e inflamação local nas partes moles periarticulares, especialmente com manipulação dos abdutores e do plano lateral/anterior, favorecem diferenciação osteogênica ectópica. Essa é a relação tradicionalmente cobrada entre complicação específica e via de acesso.
D
Errada
Apesar de o acesso transtrocantérico envolver osteotomia e importante morbidade local, a própria base reconhece potencial controvérsia e fixa que, nesta formulação, a associação clássica cobrada em prova para maior frequência de ossificação heterotópica recai sobre o acesso anterolateral/lateral. Portanto, nesta questão, o transtrocantérico não corresponde à resposta esperada pelo critério tradicional testado pela banca.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: trocar a via mais ligada à luxação pós-ATQ, que é posterior/posterolateral, pela via mais ligada à ossificação heterotópica, e escolher o transtrocantérico apenas por parecer o acesso mais agressivo, quando a associação clássica cobrada é com o anterolateral/lateral.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão relacionar via de acesso e ossificação heterotópica, procure qual acesso implica maior agressão das partes moles periarticulares, especialmente abdutores e plano lateral.
  • Separe mentalmente as complicações por via: posterior/posterolateral lembram mais luxação; lateral/anterolateral lembram mais ossificação heterotópica.
  • Se houver alternativa com nome tecnicamente mais agressivo, confirme se a banca está cobrando agressividade geral ou a associação clássica específica entre complicação e acesso.

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