Hepatite é a inflamação do fígado que pode ser causada por ...
Sobre as hepatites, é CORRETO afirmar:
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Tema central: Hepatites virais e condutas. É crucial diferenciar formas agudas autolimitadas (ex.: Hepatite A) das formas crônicas (ex.: B e C), que podem evoluir para cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). Em prova, palavras-chave como “fulminante”, “crônica”, “icterícia” e “vacina” orientam o raciocínio.
Alternativa correta: C – Pacientes com hepatite aguda fulminante (insuficiência hepática aguda com encefalopatia e coagulopatia: INR ≥ 1,5) têm prioridade na lista de transplante hepático por risco elevado de morte em dias. Critérios como King’s College (p. ex., etiologia por paracetamol com pH arterial baixo, INR muito elevado; não paracetamol com INR elevado, bilirrubina alta e encefalopatia) definem indicação urgente. No Brasil, há status de superurgência para insuficiência hepática aguda (Ministério da Saúde/ABTO). Referências: Harrison’s, UpToDate, OMS.
Por que as outras estão erradas?
A. Não existe vacina para hepatite C. Prevenção é feita por triagem de sangue, redução de danos (uso de materiais estéreis), e tratamento dos infectados com antivirais de ação direta (cura >95%). Diretrizes OMS e Ministério da Saúde reforçam a inexistência de vacina e a importância do rastreamento.
B. Na hepatite A, icterícia não ocorre na maioria de todos os casos. Em crianças pequenas, a infecção é frequentemente anictérica (icterícia <10%), enquanto em adultos pode ocorrer em 70–80%. Além disso, sintomas como anorexia, náuseas, vômitos, mialgia e dor abdominal são comuns, não raros (Harrison’s, UpToDate). Logo, a assertiva generaliza e inverte a frequência dos sintomas.
D. A hepatite A não cronifica e não se associa a hepatocarcinoma. CHC está ligado principalmente a hepatite B e C crônicas e à cirrose. Assim, atribuir CHC à HAV é conceitualmente incorreto.
Estratégia de prova: Ao ver “fulminante”, pense em superurgência para transplante. Desconfie de enunciados que citem “vacina para HCV” (pegadinha clássica) e que associem HAV a complicações crônicas. Em sintomas de hepatites agudas, lembre-se de inespecíficos sistêmicos serem frequentes.
Diagnóstico em linhas gerais: HAV aguda: anti-HAV IgM positivo; HBV aguda: HBsAg e anti-HBc IgM; HCV: anti-HCV e confirmação com RNA-HCV. Insuficiência hepática aguda: INR ≥1,5, encefalopatia, elevação acentuada de transaminases e exclusão de doença hepática prévia.
Condutas-chave: HAV aguda: suporte. HBV aguda: suporte; antivirais em casos graves. HCV: sem vacina; tratamento com AAD nos crônicos. Hepatite fulminante: UTI, manejo de complicações e encaminhamento imediato para transplante.
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