Assinale a alternativa que melhor descreve os elementos util...
Gabarito comentado
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Tema central: Avaliação laboratorial dos distúrbios de coagulação. Nos pacientes em unidades de terapia intensiva, identificar alterações nos exames de coagulação é fundamental para diagnóstico e manejo de sangramentos ou tromboses, sendo indispensável conhecer as indicações e limitações dos principais testes laboratoriais.
Alternativa correta: E
A dosagem do fibrinogênio deficiente pode indicar insuficiência hepática, coagulação intravascular disseminada (CID) ou grandes diluições.
O fibrinogênio é uma proteína plasmática produzida pelo fígado com papel central na coagulação. Valores reduzidos podem indicar:
- Insuficiência hepática: em quadros avançados, o fígado perde a capacidade de sintetizar fatores de coagulação, incluindo fibrinogênio.
- Coagulação intravascular disseminada (CID): consumo acelerado de fatores de coagulação, levando à sua depleção. Segundo o “Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento”, hipofibrinogenemia é critério laboratorial importante para CID.
- Grandes diluições: transfusões ou infusões maciças podem diluir fatores e resultar em hipofibrinogenemia.
Alternativas incorretas:
A) O tempo de sangramento de Duke possui baixa sensibilidade e foi amplamente abandonado, especialmente para investigação de formas leves de doença de von Willebrand ou disfunções plaquetárias – não é confiável para essas condições (UpToDate, 2023).
B) O tempo de protrombina (TP) avalia a via extrínseca e via comum dos fatores VII, X, V, II (protrombina) e fibrinogênio, mas não detecta fator XII, erro conceitual.
C) O tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) avalia a via intrínseca e comum (fatores VIII, IX, XI, XII, X, V, II e fibrinogênio), entretanto, o texto insere erro ao citar “fator V” como ativado por contato e confunde etapas do exame. (Harrison’s, 21ª ed.)
D) TP e TTPa ambos alterados sugerem CID ou hepatopatia grave, mas não hemofilia A — nesta, apenas TTPa se altera. Pegadinha clássica: confunda “alteração isolada” com “alteração conjunta”.
Dica principal de prova: Associe cada exame ao mecanismo e aos fatores avaliados. Sempre lembre: alterações concomitantes de TP e TTPa apontam mais para processos sistêmicos (como CID ou insuficiência hepática) do que para defeitos isolados como hemofilia.
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