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Q359484 Português
Leia o texto abaixo para responder às questões de 08 a 10.

                                                               Corrupcionário


 Por sua natureza fugitiva, a corrupção atende por vários nomes. Engana-se quem pensa que ela é jovem e brasileira. Confira abaixo um pequeno apanhado de termos ligados à corrupção em outras épocas e em outros países. Colarinho branco – Expressão criada pelo sociólogo norte-americano Edwin Sutherland, que ganhou destaque por pesquisar delitos de pessoas de altas posições sociais. Na contramão de teorias de seu tempo, Edwin desvinculou criminalidade e pobreza. Não faltaram motivos: em um estudo sobre setenta grandes empresas, encontrou um total de 980 faltas perante a lei. Escroquerie – O termo francês designa a utilização de meios fraudulentos para obter ganhos prejudicando terceiros. Está muito ligado ao universo financeiro e é a origem da palavra brasileira “escroque”, que tem significado semelhante. Santo Unhate – Da pena de Gregório de Matos saíram críticas ácidas aos desmandos de autoridades coloniais. O santo cujo nome vinha de “unhar”, quer dizer, roubar, foi criado para denunciar o português que chegava à Colônia “saltando no cais descalço, roto e despido”, e enriquecia de maneira desonesta. Excerto extraído da Revista de História da Biblioteca Nacional, nº 42, março de 2009.  
Os comentários que seguem os verbetes listados no texto “Corrupcionário" servem à;
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a função textual dos comentários que acompanham os verbetes, em um texto que já anuncia: “Confira abaixo um pequeno apanhado de termos ligados à corrupção em outras épocas e em outros países.” Esse anúncio mostra que os termos serão situados no tempo, no espaço e no uso social; por isso, os comentários os contextualizam, em vez de criá-los, corrigi-los ou avaliá-los.

Tema central: função dos comentários explicativos
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Os comentários não criam as palavras e expressões; elas já são apresentadas como existentes no levantamento do texto. Mesmo quando o comentário menciona que uma expressão foi criada por alguém ou que um termo deu origem a outro, isso é informação sobre a história do verbete, não um ato de criação realizado pelo comentário.
B
Errada
Incorreta. Não há no texto qualquer correção vocabular, ortográfica ou semântica. Os comentários não opõem forma certa e forma errada, nem retificam usos; apenas descrevem e explicam os verbetes.
C
Errada
Incorreta. O texto trata de práticas moralmente negativas ligadas à corrupção, mas isso não significa que os comentários avaliem as palavras e expressões. A função predominante é informar o contexto histórico, social e semântico de cada termo, não emitir juízo de valor sobre os verbetes.
D
Certa
A alternativa D está correta porque os comentários apresentam, para cada verbete, elementos de origem, autoria, contexto histórico, campo de uso e sentido. Em “Colarinho branco”, o texto informa quem criou a expressão e em que contexto social ela ganhou destaque; em “Escroquerie”, explica o significado, a ligação com o universo financeiro e a relação com “escroque”; em “Santo Unhate”, insere o termo no contexto colonial e na crítica de Gregório de Matos. Essa organização confirma a função de contextualização dos termos ligados à corrupção.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre explicar a origem ou o uso de um termo e criar esse termo, além de induzir o candidato a tomar o conteúdo negativo da corrupção como se fosse avaliação das palavras, quando a função real dos comentários é contextualizá-las.
Dica para questões semelhantes
  • Observe primeiro a função global do trecho explicativo: aqui, a introdução já anuncia termos situados em “outras épocas e em outros países”.
  • Diferencie comentário informativo de comentário avaliativo: explicar origem, uso e contexto não é julgar o termo.
  • Quando houver verbetes seguidos de explicação, verifique se o texto apresenta autoria, época, campo social ou sentido; isso normalmente indica contextualização.

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Tempo e lugar distinto, contexto.

Gab. D

GABARITO: LETRA D.


Contextualização é a ação de estabelecer um contexto para determinada coisa, normalmente com o intuito de explicar os motivos ou características precedentes de uma situação, por exemplo.


A contextualização é importante para que haja um correto entendimento sobre certo assunto, visto que são apresentadas, neste caso, as circunstâncias que ajudam a formar uma compreensão total a respeito de um tema e não de modo fragmentado.

Algumas expressões podem ser usadas como sinônimos de contextualização, como: apresentar o contexto; descrever o contexto; revelar as circunstâncias; considerar conforme contexto; interpretar conforme o contexto.

Por norma, a contextualização é uma das etapas usadas nos trabalhos acadêmicos e científicos (TCC, por exemplo), com o objetivo de justificar e traçar um histórico sobre o objeto de estudo. Com isso, o autor é capaz de construir um caminho lógico para que haja o desenvolvimento e análise correta sobre o respectivo assunto.

Saiba mais sobre TCC.

Para que seja feita uma contextualização, antes de tudo, é preciso reunir todas as informações que sejam referentes a determinada coisa, seja de modo indireto ou direto. Assim, o pesquisador conseguirá entender características comportamentais que influenciam o seu objeto de estudo, por exemplo.


Fonte: https://www.significados.com.br/contextualizacao/

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