A temperatura recomendada para o armazenamento de longo pra...

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Q3329381 Biomedicina - Análises Clínicas
A temperatura recomendada para o armazenamento de longo prazo de amostras de DNA é: 
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Tema central: Armazenamento de amostras de DNA para garantir integridade ao longo do tempo. Em Biomedicina/Análises Clínicas, conservar o DNA intacto evita degradação por nucleases e reações químicas (hidrolise/depurinação), assegurando resultados reprodutíveis em PCR, NGS e outros ensaios.

Alternativa correta: D — −80°C
Essa é a temperatura recomendada para longo prazo (meses a anos) de DNA purificado. A −80°C, atividades enzimáticas e reações químicas são drasticamente reduzidas, limitando fragmentação e perda de qualidade. Boas práticas incluem armazenar em TE buffer (Tris-EDTA, pH ~8,0) — o EDTA quelata Mg²⁺ e inibe DNases —, fazer alíquotas para evitar ciclos de congelamento-descongelamento e rotular com data/lote. Em biobancos clínicos, −80°C é o padrão operacional rotineiro; para ultra longo prazo ou materiais críticos, pode-se usar vapor de N₂ (≤−150°C), mas não é o necessário em rotina.

Por que as demais estão incorretas?

A — Temperatura ambiente: DNA pode sofrer degradação por umidade, nucleases residuais e oxidação. Somente DNA liofilizado e dessecado pode resistir por algum tempo à TA, mas não é recomendado para biobancos clínicos. Não atende às boas práticas de qualidade.

B — 4°C: Adequado para curto prazo (horas a poucos dias) durante o processamento. A 4°C ainda há degradação lenta; não é seguro para meses/anos.

C — −20°C: Útil para médio prazo (semanas a poucos meses). O congelamento em −20°C reduz, mas não elimina, processos de degradação; repetidos descongelamentos aumentam fragmentação. Para arquivamento prolongado, −80°C é superior.

E — Temperatura variável: Incompatível com SOPs e controle de qualidade. Variações térmicas aceleram degradação e comprometem rastreabilidade e reprodutibilidade.

Estratégia de prova: Identifique o termo-chave “longo prazo”. Associe: curto prazo → 4°C; médio prazo → −20°C; longo prazo → −80°C (e, quando disponível e necessário, ≤−150°C). Lembre de palavras-âncora como “biobanco”, “integridade do DNA”, “evitar freeze–thaw”.

Referências essenciais: ISBER Best Practices for Repositories (4ª ed.); CLSI MM13/GP66 (manuseio e armazenamento de amostras); Green & Sambrook, Molecular Cloning; diretrizes de biobancos do CDC/NIH. Todas convergem para −80°C como padrão de armazenamento prolongado de DNA purificado.

Dica prática: Use TE pH 8,0, faça alíquotas, evite múltiplos descongelamentos, registre cadeia de custódia e monitore temperatura do ultrafreezer.

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