Um método comum de controle de qualidade externo em laborat...
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Tema central: Controle de Qualidade Externo (CQE) em laboratório clínico, também chamado de Avaliação Externa da Qualidade (AEQ/EQA). Ele verifica a exatidão e a comparabilidade dos resultados entre diferentes laboratórios, complementando o controle interno diário.
Alternativa correta: B — testes de proficiência.
Por que é a correta? Os testes de proficiência consistem no envio periódico de amostras-cego por um provedor externo (p.ex., programas da OMS, CAP, redes nacionais). O laboratório analisa como se fosse rotina, envia os resultados e recebe um relatório comparando seu desempenho com pares e valores-alvo. Isso detecta viés, erros sistemáticos e garante rastreabilidade e confiabilidade dos resultados. A participação em EQA é recomendada/requireda por normas como a ISO 15189:2022 (competência de laboratórios clínicos) e por orientações da OMS para programas de AEQ.
Como pensar na prova: A palavra-chave é “externo”. Procure opções que envolvam um provedor externo enviando amostras conhecidas apenas por ele e comparando resultados entre laboratórios. Isso define EQA/ensaio de proficiência.
Análise das alternativas incorretas
A — Calibração diária: é atividade interna do laboratório para ajustar instrumento/reagentes com materiais de referência. Garante precisão no dia a dia, mas não compara desempenho com outros laboratórios, logo não é CQE.
C — Autoinspeção: verificação interna feita pela própria equipe, focada em conformidade de processos e documentação. Importante no SGQ, porém não avalia acurácia analítica via comparação externa.
D — Auditorias internas: também são internas, revisam requisitos normativos (p.ex., ISO 15189), mas não envolvem amostras-cego nem benchmarking analítico formal com pares. Portanto, não configuram CQE.
E — Benchmarking: comparação de indicadores de desempenho (TAT, custo, produtividade). Útil gerencial, mas não é um programa estruturado de avaliação analítica com amostras externas e critérios de proficiência.
Exemplo prático: Um provedor envia uma amostra de glicose com valor-alvo de 102 mg/dL. Seu laboratório reporta 115 mg/dL, fora do intervalo de aceitação. O relatório de proficiência aponta viés positivo; você investiga calibração, curva, matriz do calibrador e comutabilidade do controle. Essa é a essência do CQE.
Referências úteis: ISO 15189:2022 (requisitos para participação em AEQ); OMS – guias de External Quality Assessment; CAP – Proficiency Testing; CLSI (documentos de gestão da qualidade em laboratórios clínicos).
Gabarito: B
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