O nível de biossegurança recomendado para o manuseio de age...
Gabarito comentado
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Tema central: níveis de biossegurança (BSL) em laboratórios e a correspondência com o risco dos agentes. Em provas, “agentes moderadamente perigosos” remete a microrganismos do Grupo de Risco 2 (GR-2), manipulados em BSL-2.
Alternativa correta: B – BSL-2
O BSL-2 é indicado para agentes que causam doença humana mas com prevenção/tratamento disponíveis e risco ocupacional controlável, especialmente por salpicos e aerossóis de baixo a moderado risco. Requer: acesso restrito, treinamento específico, uso de EPI (jaleco, luvas, proteção ocular), descarte e descontaminação adequados, e uso de cabine de segurança biológica Classe II para procedimentos com risco de aerossóis. Exemplos típicos: Staphylococcus aureus, Salmonella spp., vírus herpes simples, amostras clínicas potencialmente infectantes (p. ex., sangue com risco para HBV/HCV). Diretrizes: CDC/NIH BMBL 6th ed. e WHO Laboratory Biosafety Manual 4th ed.
Por que as demais estão incorretas?
- A – BSL-1: destinado a microrganismos não associados a doença em humanos saudáveis (ex.: E. coli K-12). Não contempla riscos moderados nem exige cabine de segurança para procedimentos geradores de aerossóis. Logo, insuficiente.
- C – BSL-3: voltado a agentes que causam doença grave ou potencialmente letal por via respiratória (ex.: Mycobacterium tuberculosis, Coxiella burnetii). Requer engenharia mais rigorosa (pressão negativa, fluxo de ar direcional) e protocolos avançados. É nível acima do necessário para “moderadamente perigosos”.
- D – BSL-4: para agentes exóticos com alta letalidade e sem tratamento/vacina (ex.: Ebola, Marburg), demandando trajes pressurizados ou cabines Classe III e instalações altamente especializadas. Muito além do escopo da questão.
- E – BSL-5: não existe na classificação padrão CDC/NIH/OMS. Trata-se de “pegadinha” recorrente.
Estratégia de prova: Ao ler “moderadamente perigosos”, associe a GR-2 → BSL-2. Não confunda Grupo de Risco (característica do agente) com Nível de Biossegurança (conjunto de barreiras e práticas do laboratório); eles se correlacionam, mas não são sinônimos.
Referências-chave: CDC/NIH – Biosafety in Microbiological and Biomedical Laboratories (BMBL, 6th ed.); OMS – Laboratory Biosafety Manual (4th ed.); no Brasil, princípios alinhados à NR-32 e boas práticas laboratoriais da ANVISA.
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