Suficiência e excesso O que preferes: ter muito ou apena...
Suficiência e excesso
O que preferes: ter muito ou apenas o suficiente? Aquele que tem muito deseja sempre ter mais, o que prova não ser suficiente o que já possui. Aquele que possui o suficiente obteve o que o rico jamais poderá atingir, ou seja, o fim de seus desejos. Jamais é pouco o suficiente, jamais é muito o que não satisfaz. Alexandre, após vencer Dario e os persas, continua pobre. Estou enganado? Ele continua a buscar novas conquistas, a aventurar-se por mares desconhecidos, a enviar ao oceano frotas nunca vistas, pode-se dizer, a romper todas as fronteiras. Aquilo que é suficiente para a natureza não o é para esse homem!
O dinheiro nunca tornou alguém verdadeiramente rico; ao contrário, sempre causou mais cobiça - uma forma de sentir-se pobre. Quem mais tem não é quem mais quer ter? Quem tem o suficiente é rico do que já lhe basta.
(Adaptado de: SÊNECA. Aprendendo a viver. Porto Alegre: L&PM, 2010.)
Considerando-se o contexto, entende-se corretamente uma afirmação do texto em:
I. Aquele que possui o suficiente obteve o que o rico jamais poderá atingir (1o parágrafo) = Quem se contenta com a suficiência não conhecerá a abastança.
II. Jamais é pouco o suficiente, jamais é muito o que não satisfaz (1o parágrafo) = Quando o suficiente não é pouco, nem o muito pode satisfazer.
III. Quem tem o suficiente é rico do que já lhe basta (2o parágrafo) = A suficiência é a riqueza de quem não quer mais do que já possui.
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Vamos analisar a questão de interpretação de texto, cujo tema central é a diferença entre a suficiência e o excesso, segundo o filósofo Sêneca. Aqui, precisamos determinar qual das afirmações apresentadas está correta de acordo com o texto.
Alternativa E - "III. Quem tem o suficiente é rico do que já lhe basta = A suficiência é a riqueza de quem não quer mais do que já possui."
Esta alternativa é a correta porque está alinhada com a ideia central do texto, que defende a suficiência como verdadeira riqueza. Sêneca argumenta que a verdadeira riqueza reside na satisfação com o que se tem, sem a necessidade de sempre desejar mais. Essa interpretação é coerente com a frase original: "Quem tem o suficiente é rico do que já lhe basta."
Análise das alternativas incorretas:
Alternativa I. "Aquele que possui o suficiente obteve o que o rico jamais poderá atingir = Quem se contenta com a suficiência não conhecerá a abastança."
Esta alternativa está incorreta. A interpretação apresentada desvia da mensagem do texto. Sêneca não está afirmando que quem se contenta com a suficiência não conhecerá a abastança, mas sim que a suficiência é uma forma de riqueza verdadeira que o desejo incessante de mais (a abastança) nunca poderá alcançar.
Alternativa II. "Jamais é pouco o suficiente, jamais é muito o que não satisfaz = Quando o suficiente não é pouco, nem o muito pode satisfazer."
Esta interpretação também está incorreta. A frase original indica que nada é suficientemente pouco ou muito se não traz satisfação. A alternativa apresenta uma leitura que não se alinha completamente com esta ideia, ao tentar equacionar "suficiente" e "muito" de forma incoerente com o contexto do texto.
Dica para interpretar textos: Ao interpretar textos, preste atenção às palavras-chave e à ideia central do autor. Marque termos que indiquem contraste ou conclusão, como "mas", "porém", "assim", que ajudam a entender a posição do autor.
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I - Quem se contenta com o suficiente tem sua riqueza..
II - Quando o suficiente é pouco..
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