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Q2487920 Terapia Ocupacional

Com relação à terapia ocupacional para pacientes e familiares em situações de luto, aos aspectos psicossociais e espirituais nos cuidados ao paciente hospitalizado e ao atendimento ao paciente internado em UTI, julgue o próximo item.


Pacientes que apresentam doenças com prognóstico reservado podem ser erroneamente estereotipados como pacientes terminais, sendo inseridos na situação em que não há mais nada a ser feito e no processo de desinvestimento como se estivessem mortos ainda em vida. 

Alternativas

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Alternativa correta: C – certo

1. Tema central da questão

A questão aborda a abordagem psicossocial e o papel da terapia ocupacional junto a pacientes hospitalizados com doença de prognóstico reservado, ou seja, doenças graves, potencialmente fatais, mas que ainda não são necessariamente terminais. O enunciado destaca um erro comum: estereotipar tais pacientes como terminais, levando a práticas inadequadas no cuidado e à exclusão de intervenções terapêuticas. O conhecimento sobre luto, aspectos psicossociais e espirituais é fundamental para atuação do terapeuta ocupacional em ambientes hospitalares.

2. Resumo teórico do conceito

Nem todo paciente com prognóstico reservado está em situação terminal. O prognóstico reservado indica gravidade, mas ainda pode haver possibilidade de recuperação parcial, estabilização ou manutenção da qualidade de vida. Quando profissionais de saúde adotam a postura de que “não há mais nada a ser feito”, incorrem no erro do desinvestimento terapêutico e promovem o que a literatura chama de “morte social”, ou seja, o paciente é tratado como se já estivesse morto, mesmo estando vivo.

De acordo com a Resolução COFFITO nº 396/2011, o terapeuta ocupacional deve atuar promovendo autonomia, qualidade de vida e inclusão do paciente, independente do estágio da doença. Além disso, manuais de cuidados paliativos, como o Manual de Cuidados Paliativos da ANCP (2012), reforçam que o cuidado deve ser integral, não cessando diante do agravamento da doença.

3. Justificativa para a alternativa correta

Correto: Pacientes com doenças graves podem ser, equivocadamente, considerados terminais e excluídos de planos terapêuticos eficazes. O estigma de “não há mais nada a fazer” é um erro grave, pois sempre há possibilidades de intervenção para promover bem-estar, adaptação, sentido de vida e conforto, principalmente por meio da terapia ocupacional. O enunciado descreve exatamente essa situação, alinhando-se com as recomendações éticas e técnicas da profissão.

4. Estratégias para interpretar questões desse tipo

  • Atenção às palavras-chave: “prognóstico reservado”, “estereotipados”, “não há mais nada a ser feito”. Elas indicam conceitos frequentemente cobrados em provas.
  • Cuidado com armadilhas: Ideias como “nada mais pode ser feito” normalmente estão incorretas segundo a ética e a boa prática em saúde.
  • Busque o alinhamento com princípios do SUS e ética: O cuidado deve ser integral, humanizado e contínuo, mesmo em situações graves.

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