Com relação à terapia ocupacional para pacientes e familiare...
Com relação à terapia ocupacional para pacientes e familiares em situações de luto, aos aspectos psicossociais e espirituais nos cuidados ao paciente hospitalizado e ao atendimento ao paciente internado em UTI, julgue o próximo item.
Pacientes que apresentam doenças com prognóstico
reservado podem ser erroneamente estereotipados como
pacientes terminais, sendo inseridos na situação em que não
há mais nada a ser feito e no processo de desinvestimento
como se estivessem mortos ainda em vida.
Gabarito comentado
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Alternativa correta: C – certo
1. Tema central da questão
A questão aborda a abordagem psicossocial e o papel da terapia ocupacional junto a pacientes hospitalizados com doença de prognóstico reservado, ou seja, doenças graves, potencialmente fatais, mas que ainda não são necessariamente terminais. O enunciado destaca um erro comum: estereotipar tais pacientes como terminais, levando a práticas inadequadas no cuidado e à exclusão de intervenções terapêuticas. O conhecimento sobre luto, aspectos psicossociais e espirituais é fundamental para atuação do terapeuta ocupacional em ambientes hospitalares.
2. Resumo teórico do conceito
Nem todo paciente com prognóstico reservado está em situação terminal. O prognóstico reservado indica gravidade, mas ainda pode haver possibilidade de recuperação parcial, estabilização ou manutenção da qualidade de vida. Quando profissionais de saúde adotam a postura de que “não há mais nada a ser feito”, incorrem no erro do desinvestimento terapêutico e promovem o que a literatura chama de “morte social”, ou seja, o paciente é tratado como se já estivesse morto, mesmo estando vivo.
De acordo com a Resolução COFFITO nº 396/2011, o terapeuta ocupacional deve atuar promovendo autonomia, qualidade de vida e inclusão do paciente, independente do estágio da doença. Além disso, manuais de cuidados paliativos, como o Manual de Cuidados Paliativos da ANCP (2012), reforçam que o cuidado deve ser integral, não cessando diante do agravamento da doença.
3. Justificativa para a alternativa correta
Correto: Pacientes com doenças graves podem ser, equivocadamente, considerados terminais e excluídos de planos terapêuticos eficazes. O estigma de “não há mais nada a fazer” é um erro grave, pois sempre há possibilidades de intervenção para promover bem-estar, adaptação, sentido de vida e conforto, principalmente por meio da terapia ocupacional. O enunciado descreve exatamente essa situação, alinhando-se com as recomendações éticas e técnicas da profissão.
4. Estratégias para interpretar questões desse tipo
- Atenção às palavras-chave: “prognóstico reservado”, “estereotipados”, “não há mais nada a ser feito”. Elas indicam conceitos frequentemente cobrados em provas.
- Cuidado com armadilhas: Ideias como “nada mais pode ser feito” normalmente estão incorretas segundo a ética e a boa prática em saúde.
- Busque o alinhamento com princípios do SUS e ética: O cuidado deve ser integral, humanizado e contínuo, mesmo em situações graves.
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