Um recém-nascido apresenta defeito da parede abdominal, dec...
Trata-se de
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Tema central da questão: O caso aborda as anomalias congênitas da parede abdominal, especificamente a identificação, diferenciação e principais características das doenças que levam à protrusão/herniação de vísceras em recém-nascidos.
Justificativa da alternativa correta (B – Onfalocele):
A onfalocele consiste na herniação do conteúdo abdominal por um defeito na base do cordão umbilical, recoberta por membrana (peritônio e âmnio), sem cobertura de pele. O cordão umbilical insere-se sobre esse saco herniado. Esta definição está de acordo com o Guia do Ministério da Saúde (Anomalias e Infecções Congênitas Selecionadas, p. 77): “Protrusão do conteúdo abdominal pelo defeito na base do umbigo, recoberta por membrana”. É fundamental reconhecer também que a onfalocele possui frequente associação com síndromes cromossômicas (trissomias 13, 18 e 21).
Análise das alternativas incorretas:
A) Diástase dos retos abdominais: Trata-se apenas do afastamento dos músculos retos do abdome, sem defeito na parede abdominal (não há protrusão de vísceras).
C) Hérnia umbilical: O conteúdo protrui através do anel umbilical, mas é coberto por pele e não por membrana. O cordão umbilical não se insere na hérnia, o que difere da onfalocele.
D) Cisto de úraco: É uma persistência do úraco, formando um cisto infraumbilical, sem relação com herniação do conteúdo abdominal.
E) Gastrosquise: Defeito geralmente à direita do umbigo, sem membrana de cobertura, e o cordão umbilical está separado da lesão. A exposição direta das alças aumenta o risco de complicações graves.
Dica e estratégia: Preste sempre atenção à localização da lesão, presença ou ausência de membrana e relação com o cordão umbilical, pois costumam diferenciar onfalocele e gastrosquise – exatamente ponto central dessas questões em provas!
Condutas recomendadas: Segundo o Ministério da Saúde, “proteger as alças intestinais e encaminhar para centro cirúrgico” e realizar investigação de anomalias associadas em caso de onfalocele.
Conclusão: Entender a fisiopatologia e os detalhes anatômicos diferenciais é essencial para não confundir síndromes congênitas parecidas em provas.
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