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Q3947566 Veterinária
Em uma cidade do estado de Santa Catarina, um paciente é atendido em uma unidade de serviço de saúde da Secretaria Estadual de Saúde, relatando ter sido atacado por um morcego, que foi capturado pelo paciente e levado até o ambulatório. Diante o exposto, a conduta correta para esse caso é 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso descreve agressão por morcego, que é mamífero silvestre e não entra na observação clínica de 10 dias; por isso, a conduta oficial é imediata, com lavagem do ferimento e profilaxia pós-exposição com vacina antirrábica e soro/imunoglobulina, sustentando o gabarito A.

Tema central: Profilaxia antirrábica pós-exposição por morcego
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que expressa o núcleo da conduta oficial para exposição por morcego: cuidado local imediato com água e sabão e início de imunoprofilaxia pós-exposição sem aguardar observação do animal. Pela atualização de 2024 do fluxograma/cartaz do Ministério da Saúde e pelas normas técnicas da profilaxia da raiva humana, agressão por morcego exige vacina em 4 doses, nos dias 0, 3, 7 e 14, associada à imunização passiva com soro antirrábico ou imunoglobulina humana antirrábica, conforme disponibilidade e indicação técnica.
B
Errada
Está errada porque descreve de forma incorreta a técnica de uso do soro/imunoglobulina. O protocolo oficial determina infiltrar o máximo possível ao redor/na lesão e, se houver volume remanescente, aplicá-lo por via intramuscular em local diferente do da vacina. Dizer que a infiltração deve ser feita apenas no local do ferimento e que isso elimina a aplicação do restante por via IM contraria a técnica correta.
C
Errada
Está errada porque transforma a imunoglobulina humana antirrábica em esquema seriado nos dias 0, 7 e 14, o que não existe. A IGHAR é usada em dose única na profilaxia pós-exposição, preferencialmente infiltrada na lesão, com excedente por via intramuscular. Além disso, a alternativa atribui via intradérmica à IGHAR, o que não corresponde ao protocolo descrito na base.
D
Errada
Está errada em dois pontos decisivos. Primeiro, propõe observação do morcego por 10 dias, mas esse critério é aplicável a cão e gato, não a animais silvestres como morcego. Segundo, descreve IGHAR com reforço após 7 dias, esquema que não faz parte da profilaxia antirrábica pós-exposição. Em agressão por morcego, a profilaxia deve ser iniciada imediatamente pela exposição e pelo tipo de animal.
E
Errada
Está errada porque condiciona a profilaxia à identificação de uma espécie específica de morcego, quando a exposição a morcego por si só já aciona a avaliação e a profilaxia oficial. Também descreve um esquema inexistente: 5 doses de soro antirrábico por via intradérmica a cada 48 horas. O soro não é administrado em doses repetidas seriadas e esse não é o esquema protocolar.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre o manejo de cão/gato observáveis e o de morcego. O fato de o morcego ter sido capturado não autoriza observação por 10 dias nem adia a profilaxia; além disso, várias alternativas misturam o esquema da vacina com o modo de uso do soro/imunoglobulina.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique primeiro o tipo de animal agressor: morcego é animal silvestre e sai do algoritmo de observação de 10 dias de cão e gato.
  • Em exposição por morcego, procure a alternativa com cuidados locais imediatos e profilaxia pós-exposição iniciada sem espera.
  • Separe vacina de soro/imunoglobulina: a vacina segue cronograma; o soro/IGHAR é dose única, com infiltração local máxima e excedente IM em local distinto.

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