A perda completa e irreversível das funções encefálicas, de...
O diagnóstico de ME é obrigatório e a notificação compulsória para a Central de Notificação, Captação e distribuição de órgãos (CNCDO), independentemente da possibilidade de doação ou não de órgãos e/ou tecidos (Lei 9.434/1997). Todas a opções abaixo fazem parte do protocolo para o diagnóstico de morte encefálica (ME), EXCETO:
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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico de morte encefálica (ME), um dos temas mais cobrados em provas de Residência Médica, pois envolve critérios técnicos, éticos e legais. O reconhecimento correto da ME é fundamental tanto para definir a morte da pessoa quanto nos protocolos de doação de órgãos.
Justificativa da alternativa correta (E):
De acordo com a Resolução CFM nº 2.173/2017, os exames complementares aceitos para confirmação de ME são: Eletroencefalograma sem atividade elétrica, Doppler transcraniano comprovando ausência de fluxo, arteriografia ou cintilografia cerebral. Doppler cardíaco não faz parte desses exames, pois não informa sobre a perfusão cerebral, essencial para o diagnóstico. Portanto, esta alternativa está incorreta porque emprega um exame inadequado para tal confirmação.
Análise das alternativas incorretas:
A) Definir sempre a causa da ME.
Perfeito. O protocolo só é iniciado se houver causa conhecida, irreversível e capaz de justificar a morte encefálica (Resolução CFM, art. 1º, alínea “a”).
B) Afastar fatores de confusão.
Correto. Fatores como drogas, distúrbios metabólicos, hipotermia e choque devem ser descartados (item “b” e seguintes do art. 1º), pois podem simular quadro neurológico semelhante à ME.
C) Realizar dois testes clínicos de ME por médicos diferentes.
Correto. A legislação exige dois exames clínicos por dois médicos distintos e habilitados, em intervalos que variam conforme faixa etária (Anexo II da Resolução).
D) Verificar ausência de movimentos respiratórios pelo teste de apneia.
Correto. O teste de apneia é etapa indispensável, devendo ser realizado de acordo com todos os critérios de segurança (Anexo III).
Dica para a prova: Atenção à redação da alternativa E: Doppler cardíaco é uma pegadinha frequente, pois apenas o Doppler transcraniano é aceito para avaliar cessação de perfusão cerebral conforme protocolos oficiais.
Segundo a Resolução CFM nº 2.173/2017:
"São aceitos exames que demonstrem ausência de perfusão cerebral, como Doppler transcraniano, arteriografia ou cintilografia."
Conclusão: O conhecimento detalhado do protocolo evita erros comuns em questões e, na prática clínica, garante segurança jurídica e ética ao diagnóstico de ME.
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Comentários
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resposta correta correta Letra e; nunca o dopler cardiaco e sim transcraniano ou com arteriografia
resposta correta correta Letra e; nunca o dopler cardiaco e sim transcraniano ou com arteriografia
Existem vários exames de imagem que podem ser feitos. Claro que o padrão ouro é angiografia cerebral, mas pode ser feito doppler transcraniano, cintilografia, SPECT cerebral, eletroencefalograma. Assim se avalia fluxo, perfusão, metabolismo e atividade elétrica cerebral. Não precisa fazer doppler cardíaco para confirmação da ME.
Os exames complementares reconhecidos pelo CFM (Resolução 2.173/2017) incluem:
- EEG
- Doppler transcraniano
- Cintilografia cerebral
- Angiografia cerebral
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