A contração uterina no trabalho de parto é perceptível à pa...

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Q3126481 Medicina
A contração uterina no trabalho de parto é perceptível à palpação e, também, dolorosa habitualmente com pressão de
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Tema central: intensidade das contrações uterinas no trabalho de parto, mensurada em mmHg por cateter de pressão intrauterina (IUPC), e os limiares de percepção à palpação e de dor.

Alternativa correta: A — 20 e 25 mmHg

Justificativa: No trabalho de parto, a contração uterina torna-se palpável quando a pressão intrauterina atinge cerca de 20 mmHg e passa a ser habitualmente dolorosa a partir de aproximadamente 25 mmHg. Esses valores referem-se à amplitude da contração acima do tônus basal e são obtidos com IUPC. Trata-se de um padrão clássico em manuais de obstetrícia brasileiros (Rezende; Zugaib) e compatível com a fisiologia: à medida que aumentam a frequência e a intensidade das contrações, ocorre maior distensão do segmento uterino e ativação de nociceptores, deflagrando dor. Diretrizes e textos como Williams Obstetrics e UpToDate descrevem amplitudes típicas no trabalho de parto ativo entre 30–60 mmHg e tônus basal em torno de 8–12 mmHg, o que é coerente com esses limiares.

Análise das alternativas incorretas

  • B (30/35 mmHg): valores altos para o limiar. Nesses níveis, a contração já costuma ser claramente dolorosa para a maioria, não apenas “palpável”. Superestima o início da dor.
  • C (10/15 mmHg): valores muito baixos. Em torno de 10–15 mmHg, muitas gestantes mal percebem a contração à palpação e, em geral, ainda não há dor consistente.
  • D (15/20 mmHg): aproxima-se, mas antecipa os limiares. Em 15–20 mmHg, a palpação pode ser incerta e a dor ainda não é habitual.
  • E (35/40 mmHg): incompatível com “limiar”. São amplitudes típicas de contrações já efetivas e dolorosas na fase ativa; não representam o ponto de início da palpação/dor.

Estratégia de prova (pegadinhas):

  • Não confundir mmHg absolutos com Unidades de Montevideo (UM). UM avaliam somatório em 10 min (adequado ≈ ≥200 UM), enquanto aqui falamos de amplitude por contração.
  • Os valores são relativos à medida interna (IUPC); o tocodinamômetro externo não quantifica mmHg.
  • Memorize o mnemônico: “20 palpável, 25 dolorosa”.

Aplicação clínica rápida: Contrações regulares com amplitudes de 30–60 mmHg e frequência adequada tendem a promover progressão do parto; abaixo dos limiares de palpação/dor, geralmente tratam-se de contrações preparatórias, menos efetivas.

Referências úteis: Rezende – Obstetrícia; Zugaib – Obstetrícia; Williams Obstetrics (Cunningham); UpToDate – Uterine activity in labor.

Gabarito: A

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